Na contagem regressiva para o Carnaval 2026, as escolas de samba já vivem os preparativos nos barracões e ensaios semanais nas sedes. Mas dezembro tem sido marcado por imbróglios e atraso no pagamento da parcela do recurso. A situação se deve ao atraso na chegada de representantes de três escolas, em audiência no último dia 8, na Prefeitura, na data fixada como prazo final para apresentação de documentos, de acordo com edital.
As escolas de samba tinham horário marcado para estarem na Prefeitura, como é de praxe no processo. O encontro estava agendado para às 9h, mas três escolas tiveram atrasos de, em média, 5 a 12 minutos. Com o atraso, a Unidos da Tamandaré contestou o horário e entrou com recurso na Prefeitura. As escolas com atraso foram Bonecos Cobiçados, Acadêmicos do Campo do Galvão e Mocidade Alegre do Pedregulho.
Após o impasse e com a repercussão na imprensa local, a Oesg (Organização das Escolas de Samba de Guaratinguetá) se manifestou por meio de nota. “A Prefeitura de Guaratinguetá, por meio do Chamamento Público nº 07/2025, promoveu o credenciamento das Agremiações Carnavalescas do município, com vistas ao fomento, manutenção e preservação da cultura carnavalesca local, prevendo a concessão de verba no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais) às agremiações que atendessem integralmente às exigências do referido edital (trecho da nota)”.
A nota reforçou que conforme estabelecido no instrumento convocatório, o último dia 8 foi fixado como prazo final para a apresentação da documentação necessária e nesta ocasião, houve manifestação de agremiação filiada à organização, apontando suposto descumprimento do edital por outras agremiações, alegando limitação de horário para a entrega dos documentos, circunstância que foi registrada na Ata de Abertura dos Envelopes.
O texto da Oesg detalhou que o Município publicou, no último dia 15, a ata da audiência com manifesto favorável à concessão de verba pública à todas as agremiações inscritas e filiadas. “Posteriormente, em 19 de dezembro de 2025, foi interposto recurso administrativo por uma das agremiações participantes, questionando o credenciamento de determinadas entidades no âmbito do certame (novo trecho da nota)”, frisou.
A Organização das Escolas de Samba garantiu que segue acompanhando todos os procedimentos e que aguarda a manifestação da Prefeitura sobre o recurso apresentado.
Com o impasse, o pagamento da primeira etapa no valor de R$ 25 mil segue atrasado para todas as seis agremiações. A expectativa é que o segundo pagamento, no valor de R$ 35 mil, seja realizado na data prevista, no final da primeira quinzena de janeiro e que até lá o imbróglio que envolve a primeira etapa já tenha sido resolvido, para que o valor seja repassado às escolas.





