Mesmo com a retomada na manhã desta quarta-feira (4), o serviço de transporte escolar voltou a ser tema de preocupação para famílias de Cachoeira Paulista. Alunos da rede municipal voltaram a ficar sem os ônibus na última terça-feira (3), depois que a empresa Utile (terceirizada da ABC Transportes) informou que suspenderia o trabalho até o pagamento das dívidas em atraso com o Município.
O prefeito Breno Anaya (PP) informou, em suas redes sociais, que recebeu um comunicado da empresa informando que o serviço não seria realizado na terça, condicionando sua continuidade ao pagamento de parcelas atuais e também de valores referentes ao ano de 2024, ainda da gestão anterior.
A ABC Transportes, vencedora da licitação e que intermediou o acerto com a Utile, destacou que o Município possui débitos pendentes do atual contrato que totalizam R$ 2,7 milhões, referentes a parcelas vencidas e valores remanescentes. “Os atrasos reiterados e os pagamentos parciais sucessivos comprometeram diretamente o fluxo de caixa da operação, afetando a aquisição de insumos essenciais, especialmente combustível diesel (item indispensável à execução do serviço)”.
De acordo com a nota, a empresa comunicou a Prefeitura logo após ser informada pelo fornecedor de combustível sobre a impossibilidade de entrega, em razão de débitos pendentes. “A ausência do transporte escolar nesta data não decorreu de decisão unilateral ou arbitrária, tampouco de imposição condicionada, mas de impossibilidade material comprovada, após esgotadas as alternativas de negociação junto ao fornecedor”.
A empresa regularizou o serviço nesta quarta-feira, com retomada viabilizada mediante a utilização de recursos próprios, excepcionalmente direcionados para custeio do combustível e demais insumos operacionais.
Já Breno Anaya argumentou que o pagamento referente a fevereiro ainda não foi feito porque a empresa não emitiu a nota. “Tanto os pagamentos do Estado quanto do Município não foram feitos porque estamos aguardamos a nota”.





