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A pedido de Ballerini, Câmara abre processante para investigar Sávio Fortes

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A Câmara de Lorena acatou o pedido do prefeito Sylvio Ballerini (PSD) para a abertura de uma comissão processante contra o vereador Domingos Sávio Fortes (Avante). O parlamentar é acusado por infrações política administrativas e de quebra de decoro, em tentativa de agressão e ofensas ao chefe do Executivo. Fortes questionou a denúncia, pouco antes da votação.

De acordo com relato em documento apresentado na sessão da última segunda-feira (16), os atos de violência e ameaças teriam acontecido, durante reunião no gabinete do prefeito, no último dia 13.

A Comissão Processante será formada pelos vereadores Dr. Patrick Dantas (presidente), Ana Lúcia Silva Mello (relatora) e Daniel Munduruku (membro). O prazo para apresentação do relatório final sobre o caso é de noventa dias.

O texto, lido no plenário, destaca que o vereador teria se encontrado com o prefeito após Ballerini questionar a então secretária de Políticas para as Mulheres, Valéria Fortes, irmã de Sávio Fortes, sobre irregularidades na pasta. “… de forma intempestiva, o vereador transformou o encontro em agressão verbal e ameaça pessoal. Ele chegou a tentar uma agressão física contra o prefeito, que é uma pessoa idosa, mas foi contido pelos secretários presentes (trecho do requerimento pela abertura da processante)”.

Estavam presentes na audiência os secretários Daniel Marques Aquino (da Juventude), Lucas Mulinari (Manutenção e Serviços Urbanos) e o chefe de Gabinete, Irbis Soncini.

Já Fortes afirmou, durante pronunciamento na tribuna, que foi à audiência para falar sobre demandas referentes à educação. “Eu comecei a indagar coisas referentes a educação e disse que a gente não estava conseguindo avançar. Aí ele começou a ficar exaltado e como eu não levo nada para casa, também fiquei exaltado”.

Por 14 votos a 1 foi aprovado o requerimento para instalação da comissão, que pode culminar na cassação do parlamentar. Votaram a favor Beto Pereira (PSD), Bruninho Ribeiro (Republicanos), Bruno Camargo (PSD), Bruno Lorena (PSDB), Patrick Dantas (PSD), Lúcia da Saúde (Podemos), Maurinho Fradique (MDB), Pastor Milton Gomes (PSD), Rafael de Melo (MDB), Robson Bisson (PL), Silvio Rogério (União Brasil), Waldemilson da Silva (PP) e Washington da Saúde (Republicanos), além do próprio Domingos Sávio Fortes. Daniel Munduruku (PDT) voltou contra e a vereadora Rita Marton (PL) não estava presente.

O vereador disse que é a favor da investigação porque teria a chance de provar a sua inocência. “Eu prefiro perder o meu mandato a pedir perdão por uma coisa que eu não fiz”.

Patrick Dantas, eleito para a presidência da comissão, explicou que o objetivo é identificar o que aconteceu e entender a situação. “É importante que a gente faça as oitivas das testemunhas apresentadas pelo prefeito no requerimento e o vereador Sávio Fortes, que também terá seu espaço para explicar a situação do seu ponto de vista. Inclusive, o vereador votou a favor do requerimento para que a situação seja esclarecida”.

Na denúncia foram arroladas oito testemunhas por parte do prefeito Sylvio Ballerini. “Acredito que serão necessários esses noventa dias para concluir toda a investigação. A Câmara tem passado por momentos delicados, mas é importante destacar que o trabalho está sendo feito com excelência pelos vereadores e também será feito nessa comissão”, afirmou Patrick.

Andréa Moroni
Lorena

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