O teste de seriedade
Contratar Organização Social virou, na prática, um dos maiores testes de seriedade de um gestor. Em Caraguatatuba, o governo Mateus Silva passou por essa prova com processo transparente, rito legal e acompanhamento do Tribunal de Contas.
A homologação da OS da Saúde aposta em mais integração, tecnologia e equipes, com foco no atendimento à população. Aos profissionais da rede, o recado foi direto: direitos garantidos e mais de R$ 13 milhões já provisionados.
Num cenário em que a OS já foi usada como trampolim para desonestidade, a gestão deixa claro que o problema nunca foi o modelo – mas quem o operou.
O negócio da China
A viagem de Ricardo Piorino à China, em busca de novos investimentos, mexeu com todo mundo em Pindamonhangaba – da Câmara aos corredores políticos do Mercadão, do setor industrial ao comércio.
No Legislativo, os vereadores do GAP (Grupo de Apoio ao Prefeito) mostraram alinhamento e, no voto, até ajustaram a Lei Orgânica para evitar a transferência administrativa ao vice. Entre os industriais, o clima é de entusiasmo com intercâmbio, tecnologia e inovação; no campo da empregabilidade futura, a expectativa é clara: mais compras, mais vendas e dinheiro circulando.
Só quem vê tragédia onde o resto enxerga oportunidade é a turma da oposição, já inconformada por não encontrar brecha para transformar a Prefeitura em palanque – especialmente para Rafael Goffi. Enquanto uns fazem negócios, outros insistem em protesto… por falta de palco.
Sintonia em campo
Ricardo Piorino trocou o gabinete e foi ao canteiro de obras nesta semana com sua equipe de apoio e vereadores. Nos bairros Beta e Delta – local de atenção do presidente da Câmara, Marcos Mayor – além do mutirão de limpeza e ruas já recapeadas, vem aí a reforma do posto de saúde, em fase de licitação.
Na Boa Vista, ao lado do vereador Filipinho, o start da revitalização da Av. Theodorico Cavalcante de Souza reforçou o anúncio de outras obras e a imagem de alinhamento entre Executivo e Legislativo. Diante dos moradores, o prefeito fez questão de reconhecer o empenho dos parlamentares. Enquanto alguns preferem o discurso de arquibancada, por aqui o jogo está sendo jogado dentro de campo.
O que muitos querem saber
Procede que o ex-vereador Herivelton Vela esteja vivendo apenas das imagens do passado, como quem confunde lembrança com presente? A dúvida cresce porque, ultimamente, suas redes só exibem cenas da época em que ocupava a Câmara de Pinda.
Talvez ainda não tenha se dado conta de que o mandato acabou – e que, de quebra, até do PT ele já se desfiliou.
Vassoura afinada
O ano começou com Kleber Silveira no comando de uma força-tarefa de limpeza em ruas e espaços públicos de Cruzeiro. Bastou a vassoura ganhar ritmo para o “pessoal da esquina” passar a torcer por um faxinão ampliado – desses que não param no meio-fio e avançam pelos corredores da Prefeitura.
Coincidência ou não, a varrição parece que foi além do asfalto… e “gente” do primeiro escalão está sentindo o vento da porta.
Perguntar não ofende
…mas intriga: quem é o vereador que, para conquistar um apoio, perde dois pelo caminho? A matemática política não fecha. O discurso até esquenta no plenário, mas esfria nos bastidores – onde reputação pesa mais que fala alta e conta errada cobra juros rápidos.
Em cima do muro
Nos bastidores de Cruzeiro, a pergunta segue no ar: Douglas Masulck fica na base ou prefere o papel da “figura difícil”, que não diz sim nem não e deixa todo mundo em suspense?
Por aqui, neutralidade costuma ter prazo de validade – e o muro, cedo ou tarde, inclina para algum lado.
A cadeira mais desejada
Em Cruzeiro, a corrida para 2028 já começou – e, curiosamente, a cadeira de vice parece mais disputada que a do prefeito. A exatos 995 dias das urnas, a vaga hoje ocupada por Zé Rogério já desperta o apetite de pelo menos quatro nomes: três com cadeira na Câmara e um no governo como “fogo amigo”.
O clima é de armação, puxada de tapete e ensaio geral. Só esqueceram de combinar com Kleber Silveira. Enquanto isso, Zé segue conferindo todo dia se a sua cadeira ainda está no lugar…
Conta que fecha
O prefeito Junior Filippo surpreendeu – e não foi pouco – as Organizações Sociais do terceiro setor de Guaratinguetá. Na assinatura dos contratos para 2026, anunciou o salto do investimento social de R$ 2,5 milhões para R$ 5,5 milhões, um reajuste de 87%.
Enquanto a patuleia da crítica gastava energia no discurso fácil, o governo fez o que sabe: colocou dinheiro onde a política vira cuidado. Vitória silenciosa, mas incontestável.
Xeque em andamento
Após o recesso, a presidente da Câmara de Guaratinguetá, Rosa Filippo (PSD), avisou que volta ao jogo com fôlego total e foco em entregas – a principal delas, a inauguração da nova sede.
Nos bastidores, porém, o tabuleiro já está armado. Mesmo com gabinetes apertados, ao menos quatro vereadores – e meio – se animaram a pensar na sucessão, ignorando o bloqueio firme de seis e meio no plenário. A conta estaria fechada, exceto se um desertar e o que anda jogando em duas cores mude de tom.
A pergunta que ecoa pelos corredores: quem é o “meio” dividido? Façam suas apostas… ou perguntem ao maestro Marcio Almeida.
Pretensão ou ilusão?
Rolou pelos balcões de Guará que a pré-candidatura de Régis Yasumura a federal teria mais que uma intenção: desidratar votos de Soliva agora e tentar engordar o discurso contra a reeleição de Junior Filippo em 2028.
Os mais experientes acreditam que a ambição corre mais rápido que a conta. Política também queima quando passa do ponto…
Conta não fecha
O presidente da Câmara de Caraguatatuba, Antonio Carlos Junior, comandou uma reunião de emergência com foco na Sabesp – ou melhor, na falta de água.
Em moção de repúdio, classificou como inaceitável que, mesmo com planejamento e investimentos anunciados, a concessionária continue empurrando para o cidadão o custo da própria ineficiência. Falta cronograma, sobra descaso e a comunicação simplesmente não existe.
Para Junior, é de profundo desrespeito com a população. E avisou: a moção não ficará na gaveta – seguirá para a diretoria da Sabesp, Governo, ARSESP e órgãos de fiscalização.
Quem resolve, resolve
Enquanto parte da Câmara subia o tom contra a Sabesp – diante do caos da falta d’água –, o prefeito Mateus Silva pegou o caminho mais curto.
Na terça-feira, sem alarde, foi ao Palácio do Governo relatar o problema diretamente ao governador, reforçando com sua articulação partidária – leia-se Gilberto Kassab. Saiu de lá com promessa de solução e novos investimentos de curto e médio prazo.
Em menos de 24 horas, já em Caraguatatuba, Mateus foi à Sabesp local para tratar do abastecimento na região Norte, com foco em Massaguaçu, Jetuba, Capricórnio, Portal da Fazendinha, Cocanha e Tabatinga. Entraram em cena medidas emergenciais e, no horizonte, obras estruturantes já contratadas.
Sem barulho político, a agenda foi técnica — e o recado, claro: prioridade é água na torneira, não discurso na tribuna.
Vilã do Vale
A presidente da Câmara de Lorena, Dra. Élida Vieira, assumiu a linha de frente do movimento regional contra a Sabesp – já batizada nos bastidores como a vilã oficial do desabastecimento no Vale e Litoral.
Foi dela o tom contagiante do encontro que reuniu vereadores de toda a região, ao lado de Bruno Camargo, Mauro Fradique e Patrick Dantas. A Câmara de Pindamonhangaba contribuiu de forma tímida apenas como endereço do debate e, a princípio, não conseguiu o protagonismo do evento.
Na pauta, a construção de uma frente parlamentar com peso regional em protesto ao governador. Falta água, cortes fora do protocolo, atendimento precário e nenhuma autoridade com nome, rosto e poder de decisão nas cidades. A Sabesp some, o problema fica – e a paciência, definitivamente, secou.
Entrosamento que incomoda
O prefeito Sylvio Ballerini recebeu esta semana a “embaixada” da Câmara – liderada pela presidente Élida Vieira, escoltada por Beto Pereira, Patrick Dantas e Bruno Camargo – e não foi de mãos vazias.
Vieram um cheque de R$ 229 mil, fruto da economia do duodécimo, e a cessão de uso de um veículo do Legislativo para reforçar a Segurança Pública. Com o habitual tom cordial, Sylvinho leu o gesto como colaboração institucional.
O fato é que, enquanto a parceria rende resultados, cresce também o desconforto – e a pontinha de ciúme – entre aqueles que preferiam ver essa dupla menos afinada…
Ordem do dia
Não será por falta de estrutura que a Educação de Lorena ficará para trás – e a secretária Sonia Aquino já captou o recado.
Nesta semana, Sylvio Ballerini liberou a contratação de professores temporários e investiu R$ 299 mil na compra de dois veículos para dar mobilidade à pasta. O sinal é claro: o prefeito tem pressa e quer Lorena no topo do ranking educacional da região.





