Responsável pelo abastecimento de água em Caraguatatuba, a Sabesp anunciou a implementação de uma série de medidas emergenciais para reforçar o sistema de abastecimento de água nos próximos dias. A medida foi motivada por uma série de reclamações de moradores com apontamento de falhas no fornecimento. No início da semana, representantes da empresa se reuniram com vereadores da cidade.
De acordo com a companhia, as ações incluem a instalação de três contêineres móveis com capacidade de reservação de setenta mil litros cada nas regiões de Capricórnio e Massaguaçu e a instalação de um ponto de abastecimento mais próximo no bairro Cidade Jardim para reduzir o tempo de deslocamento dos caminhões pipa.
A Câmara sediou um encontro, na manhã da segunda-feira (5), com representantes da companhia, para tratar de problemas no abastecimento de água no município. Representada pela gerente regional no Litoral Norte, Monica Riccitelli; gerente de Operação do Litoral Norte, Leandro Tersigni; diretor regional, Emerson Santos e o engenheiro especialista Iberê, a Sabesp apresentou as medidas previstas para curto e médio prazo, com foco no período do Carnaval e nas próximas temporadas.
Durante a reunião, os vereadores relataram reclamações de moradores sobre falhas no abastecimento, situação agravada pelo forte calor e a presença de turistas e veranistas. A região Norte concentrou a maior parte dos relatos apresentados pelos parlamentares.
Moradores dos bairros Massaguaçu, Morro do Algodão e Aruan relataram ao Jornal Atos a baixa pressão no fornecimento da água, chegando até mesmo ficar sem o recurso em determinados horários do dia.
A auxiliar administrativa Cristiane Casarini, 55 anos, moradora há quatro anos no bairro do Aruan, contou que no condomínio onde mora, as 33 casas ficaram sem água. “Todo ano tem falta de água, mas esse ano está demais. Começou a faltar água desde do dia 23 de dezembro do ano passado. No meu condomínio o síndico precisou comprar uma bomba para conseguirmos abastecer as caixas d’água”, descreveu. No Massaguaçu, a terapeuta ocupacional Amanda Bulbarelli, 38 anos, relatou que durante a alta temporada a falta do abastecimento é recorrente. “Nesta época do ano sempre diminui a água. Porém, é o primeiro ano que fica tão pouca assim”, observou.
Há mais de três décadas vivendo e Caraguatatuba, a auxiliar administrativa Adriana Rodrigues Prado, 53, também sofre com a baixa pressão da água. “Preciso me organizar para realizar as atividades de casa em horários que sei que a água não estará fraca. Já está assim antes do final de ano, desde novembro”.
Segundo a Sabesp, o fato de o Litoral Norte receber um grande número de veranistas e turistas provoca um consumo de água acima da capacidade de atendimento; além das fortes chuvas que, de acordo com a companhia, geram alterações no sistema.
“Mesmo com a Sabesp produzindo e distribuindo água acima da média histórica para atendimento a demanda, causou oscilações no fornecimento exigindo ajustes operacionais constantes. Como ação preventiva, a Sabesp realizou reforço do abastecimento, inclusive com o apoio de oito caminhões-pipa na região atendendo casos críticos e contribuindo para a recuperação gradual e controlada dos serviços”, frisou resposta da companha à reportagem do Jornal Atos. “No começo do mês, as fortes chuvas que atingiram a cabeceira dos rios afetaram a operação do sistema de captação e abastecimento na região do Massaguaçu. Moradores do próprio bairro do Massaguaçu, além de Cocanha, Getuba e Capricórnio, sentiriam o impacto no fornecimento de água”, apontou em nota.
Por Nayara Francesco
Caraguatatuba





