A vereadora Liliane Gabriele dos Santos, a Gabi do Postinho (PSD) assumiu a presidência da Câmara de Aparecida. Ela passa a comandar os trabalhos do Legislativo em um momento marcado por temas polêmicos como a criação da Taxa de Turismo Sustentável, proposta pelo prefeito José Luiz Rodrigues, o Zé Louquinho (PL).
A nova mesa diretora é formada ainda pela vice-presidente Thais de Castro Chad (Podemos), pelo primeiro secretário André Monteiro (PL) e o segundo secretário Luis Fernando de Castro Rocha, o Gu Castro (Republicanos).
O primeiro grande desafio de Gabi na presidência é a tramitação do projeto da taxa, que tem votação cobrada pelo Executivo. A iniciativa tem gerado debate entre vereadores, comerciantes e moradores, com questionamentos sobre os impactos econômicos e pela forma como os recursos seriam utilizados em caso de aprovação.
A nova presidente afirmou que a Câmara não pretende barrar discussões consideradas importantes para a cidade, mas reforçou a necessidade de diálogo com a população. “Projetos desse tamanho precisam ser discutidos com calma e com a sociedade. A Câmara tem o papel de ouvir a população antes de tomar qualquer decisão”.
Enquanto isso, Zé Louquinho tem intensificado a cobrança por agilidade na análise do projeto. Nas redes sociais, ele voltou a defender a taxa como essencial para viabilizar investimentos em infraestrutura e melhorar o acolhimento dos romeiros, principalmente diante dos recorrentes problemas no atendimento ao turista e de congestionamento nos acessos à cidade.
Segundo a Prefeitura, a arrecadação permitiria a criação de bolsões de estacionamento, melhorias viárias e a construção de uma marginal paralela à rodovia Presidente Dutra. A expectativa do Executivo é arrecadar cerca de R$ 100 milhões por ano com a cobrança, com valores diferenciados conforme o tipo de veículo.
Mesmo diante da pressão, Gabi do Postinho ressaltou que o projeto seguirá o rito normal, passando pelas comissões permanentes. “Não vamos atropelar etapas. A proposta vai ser analisada tecnicamente e debatida com responsabilidade”.
A presidente também lembrou que a Casa está em período de recesso e que não há previsão de votação ainda neste ano. Para ela, acelerar o processo sem amplo debate poderia comprometer a legitimidade da decisão. “A pressa não pode se sobrepor ao interesse público”, completou Gabi, que ao assumir o comando do Legislativo, afirmou que pretende fortalecer o papel do parlamento como espaço de debate e fiscalização.
Por Marcelo Augusto dos Santos
Aparecida





