O muro de contenção do córrego na Avenida do Canal, localizado no bairro Martim de Sá, em Caraguatatuba, está despencado há cerca de três anos. Além da falta de manutenção na estrutura, moradores reclamam da necessidade de zeladoria com bueiros, boca de lobos e limpeza das vias públicas.
Morador há 14 anos da rua Dom Jerônimo de Ataíde, o tosador de pets, Flávio Humberto Gomes, 58 anos, protocolou uma reclamação para a Prefeitura, em outubro de 2023. “Isso foi antes do muro de contenção cair. Eu reclamei, eles vieram na época, mas só limparam. Não resolveram o problema da estrutura”, apontou.
Já o professor aposentado Francisco Barbosa, 63 anos, usou o aplicativo 153 Caraguatatuba para protestar sobre a condição do local. “Reclamei uma vez, limparam, mas não consertaram a mureta de contenção. Quando mandei as imagens, a mureta já estava caída. Além da sujeira no córrego”, relembrou.
A reportagem do Jornal Atos questionou a Prefeitura sobre a existência de projetos de infraestrutura para a solução do problema. Segundo a secretaria de Serviços Públicos, a atual gestão “não possui conhecimento de projetos dessa natureza”, afirmaram em nota. “Esclarecemos que, após consulta aos registros e aos setores competentes no âmbito desta Pasta, não foram localizadas informações, estudos, projetos em elaboração ou em execução relacionados às intervenções mencionadas”, finalizou a responsável pela pasta.
Na rua Santa Rita do Passa Quatro, moradores informaram que, há duas semanas, a Prefeitura esteve na via para poda de árvores, mas não retiraram os restos da vegetação, deixando entulho no local.
Em resposta, a secretaria de Serviços Públicos informou que vai ao local para remover os resíduos da poda. “Contudo, em razão de intercorrência operacional, não foi possível efetuar a remoção dos resíduos no mesmo dia. Esclarecemos que equipes desta Municipalidade realizaram vistoria no local e procederão à retirada do material remanescente na data de 23/12/2025, sanando a situação apontada”, indicou em nota.
Para a reportagem, moradores relataram que as equipes da prefeitura não haviam comparecido ao local para a limpeza até o fechamento desta edição.
“Fazemos nosso papel de cidadão pagando nossos impostos e não temos reciprocidade da Prefeitura. O lixo entulhado no bairro ocasiona insetos, baratas, cobras, ratos. Agora no verão, com o surto de dengue, pode nos afetar. Além dos alagamentos por conta da estrutura dos bueiros e do canal, que nos preocupa nessa época de chuvas. Temos que acionar a Prefeitura, sendo que eles já deveriam prevenir”, opinou o aposentado Carlos Alberto Siqueira, 61, que mora na mesma rua há seis anos e fica preocupado com a situação.
A secretaria informou que possui cronograma de podas de árvores a cada trinta dias. Na nota, a Prefeitura não se pronunciou sobre a vistoria nos bueiros e bocas de lobo.





