terça-feira, janeiro 20, 2026
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Zé Louquinho cobra Câmara sobre taxa de turismo em vídeo sobre problemas no turismo

Falhas na infraestrutura de Aparecida apontam para congestionamento de veículos a caminho do Santuário aos finais de semana; projeção é de projeto votado somente em 2026

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O prefeito de Aparecida, José Luiz Rodrigues, o Zé Louquinho (PL), voltou a usar as redes sociais para cobrar a Câmara sobre a aprovação do projeto de lei que cria a Taxa de Turismo Sustentável. O chefe de Executivo frisou que a cidade precisa ter recursos para investir em infraestrutura e melhorar o acolhimento dos romeiros. Mas a fala parece não surtir o efeito necessário.

Zé Louquinho reclamou novamente do travamento nos acessos a Aparecida, no último final de semana. “O congestionamento passou o pedágio e chegou em Pinda. Para resolver o problema é preciso investimento e logística. A concessionária precisa colocar mais duas faixas na Dutra, a partir de Taubaté e sair o prolongamento da Carvalho Pinto até Aparecida”, pontuou.

A implantação da taxa, de acordo com o prefeito, é que vai permitir à Prefeitura investir em melhorias na infraestrutura, com investimento em bolsões de estacionamento, em uma marginal que circunde a cidade. Louquinho frisou o receio pelo fato de que, se aprovado em 2026, a proposta só será implantada em 2027.

A Prefeitura tem a expectativa de arrecadar R$ 100 milhões por ano com a cobrança da Taxa de Turismo Sustentável. Segundo cálculos feitos com base na UFM (unidade Fiscal do Município), os valores cobrados seriam carro R$ 10, moto R$ 5, van ou kombi R$ 20, micro-ônibus R$ 40 e ônibus R$ 70. 

Outro ponto questionado por Zé Louquinho é o sistema de cobrança do estacionamento do Santuário Nacional. “Não é mais possível cobrar na entrada dos veículos porque está gerando muito congestionamento. É preciso mudar essa forma, cobrar na saída ou colocar o sistema de Free Flow (sem parar)”.

Apesar dos apontamentos, na Câmara, a proposta para a criação da taxa não deve ter o trâmite acelerado. O presidente do Legislativo, Luiz Carlos Ferreira Junior, o Juninho Corpo Seco (PODE) informou que o texto está nas comissões e só será votado em 2026. “Nós já estamos em recesso e não tem como realizar uma sessão ainda esse ano”. O projeto segue nas comissões.

Congestionamento – O inspetor da Delegacia da Polícia Rodoviária Federal em Roseira, Eron Ribeiro, informou que alguns fatores contribuem para os congestionamentos na entrada de Aparecida. “A proximidade geográfica do portão principal de entrada no estacionamento com a rodovia, somado à lentidão no sistema de cobrança que é feito na entrada e a demora na acomodação interna dos veículos no pátio, que poderia ser feito por setor”.

Outro problema, segundo o inspetor, é a falta de vagas no Santuário, com o fechamento dos portões do estacionamento. “Isso faz com que o trânsito literalmente trave, pois a cidade não tem malha viária para absorver os veículos que não conseguem entrar. Para isso poderia ser pensado na construção de um ‘edifício garagem’ ou bolsões de estacionamento fora do Santuário para amenizar esse impacto”.

Segundo o inspetor, os acessos da rodovia Presidente Dutra não comportam mais o fluxo de veículos para Aparecida. “Está previsto no Programa de Exploração da Rodovia o aumento no número de faixas de rolamento e da capacidade dos acessos, porém, a Concessionária que administra a Via ainda nem possui o projeto, uma vez que a previsão dessas melhorias é só para o oitavo ano de concessão”.

O inspetor informou que tem mantido conversas com os responsáveis pelo Santuário Nacional, Concessionária RioSP, Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e Prefeitura para encontrar soluções para amenizar os problemas. “Tudo isso é relatado ao Ministério Público Federal, que tem nos ajudado, intermediando o diálogo com esses entes. E, por conta desse diálogo, o Santuário iniciou em agosto um estudo técnico para avaliar melhorias que possam ser implantadas para minimizar os problemas. Para resolver de fato o problema, seria preciso investimento massivo de recursos de todos os envolvidos em infraestrutura, mas isso requer tempo”.

Andréa Moroni
Aparecida

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