terça-feira, janeiro 20, 2026
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Política a conta-gotas

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Tempo de leitura: 5 min

Replay eleitoral

A pré-campanha em Guaratinguetá tem passado a sensação de filme reprisado: muda o elenco, mas o roteiro é o mesmo.

Quatro nomes circulam nas conversas políticas, mas três – Marcus Soliva, Dani Dias e Cabo Samuel – seguem batendo ponto do centro à periferia, como se a cidade fosse um looping eleitoral permanente.

Já Régis Yasumura, apelidado em algumas rodas de “Tramontina corte rápido”, reapareceu agora, discretamente, marcando presença em missas e eventos religiosos.

Nos bastidores, a dúvida não é quem está na rua – é quem o eleitor ainda tem paciência de assistir até o fim do filme.

Dor de estômago institucional

O retorno do promotor de Justiça Valério Moreira Santana à Caraguatatuba foi recebido com sentimentos bem distintos nos bastidores: alívio para poucos, antiácido para muitos.

Conhecido por não pedir licença para investigar, Valério deixou marca em São Sebastião ao conduzir dezenas de inquéritos simultâneos e abrir nada menos que 13 ações contra agentes públicos – várias ainda tramitando. Entre seus “cartões de visita” está a denúncia contra o ex-prefeito Felipe Augusto, enquadrado pelo uso de comissionados e contratados da Prefeitura na rádio Rock News, além da suspensão de contratos que poderiam gerar prejuízos aos cofres públicos.

Não à toa, dizem que só de ouvir o nome do promotor, alguns políticos já sentem aquele desconforto abdominal clássico de quem teme rever o passado. Oficialmente, o MP confirma: Valério é efetivo em Caraguatatuba e apenas acumulava função em São Sebastião.


Sede nova, clima novo

A presidência de Antonio Carlos Junior encerra 2025 com a base bem ancorada: reforma administrativa aprovada, concurso público em andamento e a nova sede do Legislativo prestes a sair do papel.

O projeto, que deve começar a ser executado já no início de 2026, é tratado nos bastidores como símbolo da virada institucional da Câmara – e, não por acaso, uma vitrine política para o próximo ciclo.

De quebra, o ano ainda trouxe a reestruturação da Prefeitura (com sessão maratona de 10 horas e voto unânime), auxílio para aposentados do RPPS e avanços no pacote de benefícios aos servidores e estagiários. Tudo isso com mais de mil proposituras tramitando.

Na prática, o Legislativo fecha o ano com obra no horizonte, holofote no cenário e espaço ampliado nas negociações de 2026.


Tempo de prosperidade

Enquanto muitos apostam no discurso fácil e na promessa eterna, Caraguatatuba vive o tempo da caneta que resolve.

O prefeito Mateus Silva transformou espera em segurança jurídica ao entregar a mais de 60 famílias os títulos de regularização fundiária – papel que vira dignidade, endereço que vira patrimônio e sonho que, enfim, sai da gaveta.

Não é detalhe: é direito, tranquilidade e futuro garantido. “É impossível não se emocionar ao ver o brilho nos olhos de quem lutou por anos por esse momento”, resumiu Mateus.

O recado político está dado: enquanto alguns vivem de discurso, a atual gestão segue avançando para que cada família de Caraguatatuba possa dizer, com orgulho e segurança – agora é meu, agora é nosso.


Prontidão

A Câmara de Cruzeiro entrou em modo plantão ao se reunir extraordinariamente para liberar R$ 4 milhões à Saúde. Férias, por ora, estão fora do script.

O presidente Paulo Felipe pode convocar novas sessões a qualquer momento, conforme o termômetro – e a vontade – do prefeito Kleber Silveira.

Nos corredores, o comentário é um só: a caneta até é do presidente, mas quem sopra o apito que garante quórum é o líder Avelar. Em política, obedecer costuma ser mais prudente do que pagar para ver…


Rápido ou demorado

Circula nos balcões de Cruzeiro que 2026 terá dois efeitos colaterais bem distintos no comando do Legislativo.

Para Paulo Felipe, em seu último ano de presidência, o relógio vai correr como sessão relâmpago. Já para Babu Branco – sucessor eleito, carimbado e praticamente empossado – o calendário promete andar a passos de tartaruga.

Eis o fenômeno da política: enquanto poucos ainda se dão ao trabalho de ouvir quem está saindo, sobram sorrisos, afagos e gentilezas para quem já tem a chave da sala na mão.


Cadeira escorregadia

A trajetória do ora deputado, ora cassado Ortiz Junior – de Taubaté – anda mais instável que salário de trabalhador tentando sobreviver até o fim do mês.

Seu vai e vem partidário das últimas eleições virou obstáculo difícil de explicar ao TRE – e ainda mais ao TSE – na tentativa de convencer que a cadeira do PSDB na Alesp tem CPF definido.

Na última semana, o ministro André Mendonça negou provimento ao recurso e esfriou de vez a esperança de permanência no mandato. Nos bastidores, o clima já é de velório político antecipado.

Dá pra ouvir o choro das viúvas do mandato ecoando pela região, inclusive em Lorena, onde alguns ainda juravam que “agora vai”. Pelo visto, não foi desta vez.

Em política, mudar demais de partido pode até dar fôlego em campanha – mas na Justiça, costuma dar cãibra.


Guarda-chuva disputado

E por falar em Lorena, do jeito que anda o cenário, vai faltar deputado para tanto pretendente a “coordenador de campanha”.

Não é exagero: tem personagem local tão ávido por se abrigar sob o guarda-chuva do fundo eleitoral que já fechou parceria com dois, três candidatos ao mesmo tempo – vai que chove mais dinheiro de um lado do que do outro.

Nos corredores, o comentário é que alguns já estão com agenda cheia antes mesmo de saber quem será candidato de verdade. Haja voto, haja cabo eleitoral e, principalmente, jogo de cintura.

Em política, a fidelidade anda tão elástica quanto o orçamento de campanha.


Não convide para compor…

…o mesmo samba. Principalmente quando cada um acha que segura o ritmo, a marcação e o refrão ao mesmo tempo.

Nesta semana, os ponteiros das agremiações carnavalescas de Guará resolveram desfilar fora do horário do edital da Prefeitura, que dá ordem aos subsídios do Carnaval. O encontro virou discussão, o aquecimento virou disputa e a harmonia… bom, essa ficou para a apuração.

Nos bastidores, a pergunta corre solta: se quase teve fight sem público, imagina quando a avenida estiver cheia e os holofotes ligados.


Pindamonhangaba: números que falam

Enquanto a oposição apostava que o primeiro ano de Ricardo Piorino seria engolido por ajuste fiscal, queda de arrecadação e desgaste político, Pindamonhangaba fecha 2025 com números que desmontam o discurso do “quanto pior, melhor”.

Foram 12 inaugurações, 10 premiações de boa gestão e 64 ações e obras em andamento ou em fase de projeto. Um ano de decisões impopulares, cortes cirúrgicos e reorganização da máquina – exatamente o tipo de agenda que rende crítica fácil e voto contrário no plenário.

Mesmo assim, Saúde e Educação receberam investimentos estruturais, o Pronto-Socorro foi reformado por dentro, programas como o Novo Rumo e o Tolerância Zero saíram do papel e o turismo ganhou status de MIT.

Para completar, grandes eventos e o rodeio voltaram sem um centavo do caixa público, contrariando previsões apocalípticas feitas nos microfones da oposição.

Nos corredores do poder, a leitura é simples: quem apostou no tropeço de 2025 agora assiste Piorino fechar o ano com a casa arrumada – e 2026 batendo à porta como ano de entregas.

De vereadora mais votada a candidata a deputada estadual

Dani Dias em participação ao Atos no Rádio

Difícil, mas não impossível

A jornalista e ex-vereadora mais votada de Guaratinguetá em 2020, Dani Dias, foi ao Atos no Rádionesta segunda-feira para mostrar que sua pré-candidatura a deputada estadual deixou a fase do discurso e entrou na da articulação política.

Integrante da equipe do presidente nacional do Republicanos, o deputado Marcos Pereira, Dani tem circulado pela Região Metropolitana como representante do partido, abrindo portas e viabilizando recursos — movimento que, em campanha, pesa.

No último trimestre, ela destravou cerca de R$ 1 milhão para a Santa Casa de Guaratinguetá e o Hospital Frei Galvão, além de R$ 500 mil destinados à saúde de Lorena, a pedido da vice-prefeita Marietta Bartelega.

Nos bastidores, o recado é claro: Dani aposta na entrega como ativo eleitoral e mantém os pés no chão ao falar em uma meta de 50 mil votos. Difícil? Sim. Impossível? Pelo visto, não.

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