As obras de preservação de dois dos mais importantes símbolos religiosos e históricos de Pindamonhangaba seguem em andamento. As igrejas São José da Vila Real e Matriz passam por obras de restauro a partir de uma ação conjunta da Paróquia Nossa Senhora do Bom Sucesso e do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural, Ambiental e Arquitetônico, com suporte da Prefeitura e colaboração da iniciativa privada.
Reconhecida como patrimônio tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico e Artístico) do Estado de São Paulo, a Igreja São José da Vila Real é um dos marcos históricos da cidade. A edificação teve as obras iniciadas em 1840 e foi inaugurada em 1848. O local abriga os restos mortais de 14 cidadãos pindamonhangabenses que integraram a Guarda de Honra de Dom Pedro 1º.
O processo de restauro ganhou um impulso em junho deste, quando o projeto elaborado pela empresa Origem Cultural Ltda, sob responsabilidade da Paróquia e com acompanhamento integral do conselho municipal, foi aprovado pelo Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet. O valor total apresentado foi de R$ 2,8 milhões.
Parte dos recursos já foi viabilizada com a contribuição direta da comunidade e de empresas. Foram arrecadados R$ 154 mil por meio de doações de fiéis, R$ 600 mil com apoio da Tenaris, além de uma emenda parlamentar de R$ 190 mil destinada pela Câmara de Pinda, por intermédio do ex-vereador José Carlos Gomes, o Cal. O projeto também recebeu aporte de R$ 150 mil da Gerdau e tem previsão de novos repasses, incluindo R$ 600 mil da Novelis, além de negociações em andamento com outras empresas.
Entre os serviços já executados estão a revitalização da área externa, recomposição do reboco, impermeabilização, inspeção do telhado e das calhas, além de detalhes na fachada e intervenções nas portas.
Já o processo de restauro da Matriz teve início em 2019, a partir de um convênio firmado entre a Paróquia e a Unitau (Universidade de Taubaté). A instituição de ensino disponibilizou um professor de arquitetura e dois estagiários para realizar o levantamento técnico e diagnóstico completo da edificação. A primeira fase concentrou-se na análise e recuperação da parede posterior, construída em taipa. As trincas foram sanadas e a estrutura preservada por meio de intervenções realizadas pela Prefeitura, com recursos provenientes de emenda da Câmara. Na sequência, a segunda fase contemplou a pintura externa, custeada por meio de carnês e doações dos fiéis.
Atualmente, os trabalhos estão na terceira etapa, voltada ao restauro de seis altares de madeira e dois de alvenaria. “Estamos na terceira fase, que está sendo desenvolvida em seis altares de madeira e dois de alvenaria. Já foram restaurados três e estamos trabalhando no quarto. É um trabalho muito delicado, exige bastante perícia e paciência. E realizamos este processo de um modo que não interfira tanto nas atividades da igreja, principalmente aos fins de semana, quando o fluxo de fiéis é muito maior”, enfatizou.
A previsão é que a etapa seja concluída até março de 2026. O cronograma prevê uma quarta fase, com novo projeto e modernização das instalações elétricas e de iluminação; a quinta, voltada ao restauro e afinação do órgão e manutenção dos bancos; e, por fim, a recuperação das pinturas internas.
Por Bruna Silva
Pindamonhangaba





