Não houve acordo na assembleia realizada na sexta-feira (25) com os funcionários demitidos do Hospital e Maternidade Frei Galvão, em Guaratinguetá. O encontro discutiu a proposta apresentada pelo hospital para o pagamento, em seis parcelas, das verbas rescisórias de 73 trabalhadores desligados.
Segundo o presidente do Sindsaúde (Sindicato dos Funcionários da Saúde), Antônio Carlos Alves Abreu, uma nova assembleia deverá ser realizada na primeira semana de outubro para discutir a proposta. “Não há consenso entre os trabalhadores sobre o parcelamento”, afirmou.
O hospital, que atualmente é administrado pelo Hospital de Amor de Barretos, procurou o sindicato para negociar uma forma de parcelamento dos valores devidos aos funcionários demitidos. A entidade é contrária à medida, mas decidiu apresentar a proposta aos trabalhadores para avaliação.
Entre os profissionais desligados estão enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais e nutricionistas. Segundo o sindicato, alguns trabalhadores já cumpriram o período de aviso prévio sem receber as verbas referentes à rescisão.
Diante da resistência ao parcelamento, o Sindsaúde acionou o MPT (Ministério Público do Trabalho). Os trabalhadores também relataram ao sindicato que o hospital teria contratado novos profissionais para algumas das funções, com salários menores e, em determinados casos, sem experiência na área.
Para Abreu, a substituição dos funcionários pode ter impacto na qualidade do atendimento aos pacientes.
“Durante a assembleia, os trabalhadores contaram que o hospital já contratou outras pessoas por um salário menor e muitos sem experiência. E isso, com certeza, coloca a qualidade do atendimento em risco”, declarou.
Procurada, a direção do Hospital e Maternidade Frei Galvão não havia se manifestado até a publicação desta matéria sobre as demissões, o pagamento das verbas rescisórias e os relatos apresentados pelo sindicato.
Andréa Moroni
Guaratinguetá




