InícioCotidianoFuncionários demitidos do Hospital Frei Galvão aguardam nova proposta nesta sexta

Funcionários demitidos do Hospital Frei Galvão aguardam nova proposta nesta sexta

Sindicato e grupos de 73 trabalhadores acionam Ministério Público do Trabalho após proposta da administração rejeitada em audiência

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O Sindsaúde (Sindicato dos Funcionários da Saúde) realizou, na última terça-feira (22), em Guaratinguetá, uma assembleia com 73 trabalhadores demitidos do Hospital e Maternidade Frei Galvão. Durante o encontro, os funcionários rejeitaram a proposta apresentada pela administração da unidade para o pagamento das verbas rescisórias em até seis parcelas.

O hospital, atualmente administrado pelo Hospital de Amor de Barretos, procurou o sindicato para discutir a possibilidade de parcelamento dos valores devidos aos trabalhadores desligados. Segundo o presidente do Sindsaúde, Antônio Carlos Alves Abreu, a entidade é contrária à medida, mas decidiu levar a proposta para avaliação dos funcionários. “Informamos que o nosso departamento jurídico não aprova o parcelamento dessas verbas, mas que levaria a proposta para os trabalhadores através de uma assembleia”, afirmou.

Na reunião, trabalhadores relataram que já foram desligados e que alguns chegaram a cumprir o período de aviso prévio sem receber os valores referentes à rescisão. Diante da rejeição ao parcelamento, o sindicato acionou o MPT (Ministério Público do Trabalho). Uma reunião entre as partes está prevista para essa sexta-feira (25).

Entre os profissionais demitidos estão enfermeiros, fisioterapeutas, assistentes sociais e nutricionistas.

Durante a assembleia, segundo o sindicato, trabalhadores também relataram que o hospital teria contratado novos funcionários para algumas das funções, com salários menores e, em determinados casos, sem experiência na área. Para o presidente da entidade, a mudança pode afetar o atendimento prestado aos pacientes.

“Durante a assembleia, os trabalhadores contaram que o hospital já contratou outras pessoas por um salário menor e muitos sem experiência. E isso, com certeza, coloca a qualidade do atendimento em risco”, declarou Abreu.

Procurada, a direção do Hospital e Maternidade Frei Galvão não havia se manifestado até a publicação desta matéria sobre as demissões, o pagamento das verbas rescisórias e os relatos apresentados pelo sindicato.

Andréa Moroni
Guaratinguetá

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