Balão virou foguete
Quem apostou que Magrão seria apenas “balão de ensaio” para federal pode começar a rasgar o bilhete. Pelas conversas que correm do Mercadão a Moreira César, o nome ganhou barulho: há quem diga que, para cada comentário sobre Vela, aparecem três sobre Magrão. Ana Paula Goffi, por enquanto, parece navegar melhor entre os tradicionais. Pesquisa é pesquisa e esquina é esquina, mas, se conversa virasse voto, o tal balão já estaria dando trabalho para muito foguete em Pindamonhangaba.
Trânsito eleitoral
No Litoral Norte, trânsito lembra turista e congestionamento. Em época de eleição, muda o veículo: são cerca de dez candidatos se acotovelando pelas quatro cidades atrás dos mesmos votos. Até outubro vai faltar acostamento para tanta ultrapassagem, já que os deputados e afins do primeiro mandato entram em cena com o poder econômico inflacionando o custo do voto.
Fogo no Colucci
João Pedro Colucci entrou no radar dos críticos. Coincidência ou não, bastou o candidato a federal aparecer politicamente ao lado de Paulo Corrêa Júnior, que busca a reeleição para estadual, para os ataques aumentarem. Tem fotografia incomodando mais que discurso.
Tarrafa eleitoral
Sem qualquer pretensão científica, mas com muito termômetro de feiras e balcões entre Ubatuba e Ilhabela, os nomes citados na disputa para estadual — Everton da Silva, Manoel Marcos, o Mané, Dennis Guerra, Charles Medeiros e Antonio Carlos — o ex-prefeito de Caraguá aparecem com frequência nas conversas, inclusive entre adversários. E Antonio Carlos, o mais comentado, faz a parte dele: diariamente joga a tarrafa eleitoral. O tamanho do peixe, porém, só as urnas poderão medir.
Plantio antecipado
Enquanto a chapa esquenta entre candidatos no eixo Ilhabela-Ubatuba, em Caraguá os irmãos Cristian e Neto Bota parecem preferir a agricultura eleitoral. A missão é engordar a votação de seus candidatos a deputado e, junto com ela, o capital político da família e dos aliados. Traduzindo a estratégia: cada voto plantado em 2026 pode virar argumento na mesa de negociações de 2028. A colheita municipal começa bem antes da campanha.
Cadê o candidato?
Tem eleitor em Guará fazendo exercício de memória para identificar Melissa Monteiro. Edmilson Fonseca Filho também estaria exigindo uma forcinha dos neurônios. Já Fábio Salles resolveu facilitar: vestiu o 13 e saiu atrás dos votos. Com tanta candidatura na praça, tem nome buscando eleitor e eleitor buscando no Google quem é o candidato.
Fogo cruzado
A disputa entre Mauricio Neves e Felipe Augusto em São Sebastião já saiu do pedido de voto para a troca de chumbo. Mauricio disse ao Em Pauta ter “dó” de quem votar no adversário, e classificou o voto em Felipe como “jogado no lixo”. Felipe, após decisão que liberou seu registro de candidatura, respondeu chamando os adversários de “cardume dos traíras”. Como Mauricio também esteve entre os autores de impugnação contra sua candidatura, a temperatura subiu de vez. Se queriam tirar Felipe da urna, conseguiram, pelo menos por enquanto, foi colocá-lo ainda mais no centro da briga…
Marcha acima
Tem gente achando que Antonio Carlos demorou para colocar o bloco na rua, principalmente no Vale da Fé, onde sua candidatura ainda não teria chegado a todos os ouvidos. No eixo Aparecida-Cruzeiro, coordenadores já cogitam uma força-tarefa extraordinária de comunicação. Votos ele acredita ter por ali; o problema é encontrá-los no meio de um enxame de concorrentes. Se a campanha resolver mudar de marcha, ainda pode ter novidade na estrada.
Contagem regressiva
Faltam menos de 15 dias para as urnas e o sinal é de alerta: 41% dos eleitores ainda precisam decidir se votam e em quem para presidente. Para deputados e senadores, o nevoeiro seria ainda maior: mais de 60% entre neutros e indecisos. A eleição está na porta — e uma multidão ainda procura em quem apertar o “confirma”.
Por Eder Billota




