Nem o aroma
Em Guará, o jantar do IDEB promovido pelo vice-prefeito e secretário de Educação, Bruno Santos, deixou um tempero amargo: diretores e coordenadores foram à mesa de um restaurante conhecido pelos preços nada modestos, enquanto quem ajudou a cozinhar o resultado dentro das salas de aula não sentiu nem o aroma. Nos corredores, além de perguntarem quem pagou a conta, querem saber qual foi o verdadeiro motivo da confraternização. Se era valorizar a Educação, esqueceram justamente quem segura o giz. Festa com a cúpula e cardápio fechado para a base pode produzir uma bela indigestão política.
Prazo de validade
Nos corredores da Câmara de Cruzeiro, tem vereador contando os dias para Babu Branco assumir a presidência. Os mais maldosos já arriscam que, daqui a três meses, a Casa terá “um presidente de verdade”. Paulo Felipe ainda está na cadeira, mas parece que, politicamente, já tem gente ajudando na mudança.
Relógio adiantado
Babu Branco nem assumiu a presidência da Câmara de Cruzeiro, mas tem vereador querendo descobrir antes da hora qual será sua postura com o Executivo. As contas e estratégias para as próximas cartadas já circulam pelo plenário. Pelo visto, a cadeira de presidente nem esquentou e já tem gente querendo saber para que lado Babu vai girá-la.
Ciúme eleitoral
Em Cruzeiro, Avelar percorre sua base apresentando Eduardo Cury para federal. Só que tem gente no circuito menos interessada no deputado e mais de olho na votação: querem usar as urnas como régua para medir a musculatura de Avelar para 2028. Se Cury bombar onde o vereador pisa, a conversa muda de tom. Afinal, depois de 4 de outubro começa outra eleição — a que pode decidir se Avelar entra na pista pela Prefeitura ou estaciona para mais um mandato na Câmara.
Capital político
Nem a chuva desacelerou Thales Gabriel em Cruzeiro, que intensificou a campanha ao lado do prefeito Kleber Silveira. O prefeito apresenta levantamentos internos com aprovação acima dos 70%. Thales já avisou a tropa: não há tempo a perder. A meta seria buscar mais de 50 mil votos no Vale e completar a conta com Litoral Norte e Capital. Agora falta conferir se, no dia 4 de outubro, a urna vai obedecer a matemática.
Contagem regressiva
Após Zé Louquinho passar conflito ácido com o Legislativo, a pergunta em Aparecida mudou: quantos dos sete votos que ajudaram a enterrar o problema do vice continuariam no mesmo endereço numa eventual disputa mais quente? Calculadora política não tira férias.
Palanque santo
Em Aparecida, festa religiosa reúne fé, tradição e, inevitavelmente, políticos disputando alguns centímetros nas fotografias. Com outubro batendo à porta, até aperto de mão anda valendo como santinho eleitoral.
Prazo de validade
Em Guará, Junior Filippo e Marcus Soliva vivem uma união política daquelas de conjugação complicada: no presente, o PSD manda somar; no futuro, 2028 a lógica manda dividir. Hoje aparecem no mesmo álbum, defendem a mesma camisa — Kassab — e afinam o discurso. Mas, quando a Prefeitura entrar na frase, o verbo pode mudar rapidamente para disputar. Pelo jeito, é ‘casamento’ com separação de votos.
Sem ressaca
Corre na boca pequena de Guará que alguns candidatos de 4 de outubro nem pretendem esperar passar a ressaca das urnas. Ganhem ou percam, a ordem seria virar a chave e ativar imediatamente o modo “prefeiturável”. Pelo jeito, dia 5 já poderá ser o primeiro dia da campanha de 2028.
Dani ou Marcos?
Dani Dias armou palanque em Guará para receber o federal Marcos Pereira e reuniu apoiadores de várias cidades. Nos bastidores, porém, ficou a dúvida: tanta gente de fora foi prestigiar Dani ou se aproximar do presidente nacional do Republicanos, conhecido também pelos recursos destinados aos municípios? Na foto, todos juntos. No interesse, talvez nem tanto.
De pai pra filho
Em Guaratinguetá, a política também parece seguir a árvore genealógica. O professor Fernando Moreira ganhou o apoio do pai, Francisco Carlos, ex-prefeito da cidade, para sua candidatura a deputado federal. Com aporte eleitoral na Capital, Fernando agora busca engordar a conta na terra de Frei Galvão e herdar parte do espólio político paterno, principalmente entre tucanos que caminharam por anos com Francisco Carlos. Se sobrenome transfere voto, as urnas dirão; mas o bastão da família Moreira já mudou de mãos.
Troca-troca
O cenário eleitoral de Lorena já tem vereador praticando transfusão de palanque. Depois que um dos candidatos que garimpa votos pela cidade resolveu “dobrar o pagode”, teve parlamentar que não pensou duas vezes: mudou de barco — ou melhor, de candidato. Em eleição, dizem que convicção não tem preço. Mas parece que tem gente perguntando quanto vale o ingresso para o camarote.
Fogo amigo
Há quem garante que Vaguinho já percebeu que antes de pensar em 2028 precisa sobreviver aos amigos de 2026. O comando eleitoral do PL reuniu a militância do Bairro da Cruz para pedir empenho, diante das informações de que dois vereadores e um conhecido articulador ‘com poder de fogo’ estariam trabalhando para desidratar os votos da Família Silva por aquelas bandas. Com aliados assim, a oposição pode até economizar munição.
Santo casamenteiro
O período eleitoral transformou a equipe política de Sylvio Ballerini numa espécie de Santo Antônio de gabinete. É federal casando com estadual, estadual procurando federal e padrinho político abençoando união por toda Lorena. Para completar a cerimônia, um exército de comissionados estaria escalado para carregar o buquê — quer dizer, pedir votos. Resta saber quantos desses casamentos chegam felizes até a abertura das urnas.
Não convidem para…
…a mesma picanha — Os postulantes a deputado federal Felipe Augusto (PSDB) e Mauricio Neves (PP), principalmente se o churrasqueiro for o prefeito Reinaldinho, de São Sebastião, na contagem dos votos do Litoral Norte e Vale do Paraíba!!!
Dois motivos
Corre na boca pequena que Ana Paula Goffi entrou na disputa por uma cadeira federal com duas missões: aumentar seu capital político em Pinda e retribuir ao partido o investimento que ajudou a levá-la à Câmara em 2024. Se vier votação robusta, porém, a prestação de contas pode virar investimento para 2028. Até porque, em campanha nacional, além de voto e musculatura, tem uma outra conta que costuma despertar interesse: quanto o partido está disposto a colocar no tanque.
Faltou o vice
A passagem de Marcos Pereira e Ortiz Junior por Pinda produziu mais comentários pelas ausências que pelas fotos. Everton Chinaqui, presidente do Republicanos, e Gari Abençoado, fizeram as honras da casa. Já Rafael Goffi, vice-prefeito eleito pela sigla, não apareceu nos registros. Coincidência, desencontro de agenda ou fotografia antecipada de 2028?
Quem manda?
E por falar em 2028, já tem gente fazendo conta sobre o futuro do Republicanos em Pinda: Everton Chinaqui continua no comando ou Rafael Goffi, ainda vice´prefeito, assume as rédeas para pavimentar uma candidatura a prefeito? Antes de escolher o candidato, parece que a disputa pode começar pela chave do partido.
Passaralho?
Tem assunto circulando pelos corredores da Prefeitura de Pinda capaz de acabar com o sono de parte do segundo escalão: estaria chegando mais um “limpa” no RH. “Tem passaralho rondando os corredores da administração pública. E pelo bater das asas, parece que algumas cadeiras já começaram a tremer.”.
Chegar sem ir
Thales Gabriel foi às redes agradecer o apoio de lideranças de Pinda à sua candidatura à Alesp, com destaque para Paulo Sérgio Torino, do Senai, que abençoou a dobradinha com Carlos de Moura, o Magrão, candidato a federal. Torino não chegou à Prefeitura, mas parece ter encontrado outro caminho para Brasília e São Paulo: aposta em Magrão na Câmara Federal e Thales na Assembleia. Se os dois entregarem votos em Pinda, Torino pode descobrir que, na política, às vezes é mais interessante eleger dois gabinetes do que ocupar um.
Fé no plenário
O presidente da Câmara de Pindamonhangaba, Marco Mayor, vive uma fase em que até a agenda institucional parece colaborar com seu capital político. A sessão solene pelo Dia Municipal da Pastora e do Pastor Evangélico, realizada a seu pedido, lotou o plenário com lideranças e fiéis da Assembleia de Deus — Ministério Belém de Pinda e de outras quatro cidades da região. Com o prefeito Ricardo Piorino compondo a Mesa e importantes lideranças religiosas presentes, Mayor comandou uma noite de homenagens que uniu fé, reconhecimento e representatividade. Em política, há solenidades que terminam quando as luzes se apagam — e outras que continuam rendendo prestígio depois da última oração.
Nota máxima
Nem a chuva tirou o brilho da comemoração em praça pública pelo 7,0 no IDEB, marca inédita para a Educação de Piquete. Professores, coordenadores e autoridades dividiram o palco de uma conquista que a secretária Wanessa Andréa atribuiu a uma construção de anos: cerca de R$ 70 milhões investidos pela gestão Rominho (desde 2021) em metodologia Poliedro, qualificação dos profissionais e melhoria dos espaços educacionais. O resultado pertence à rede, mas politicamente também carimba uma gestão que apostou alto na Educação e agora tem nota — e argumento — para apresentar. Afinal, investimento público pode até render discurso; quando rende indicador, a conversa muda de nível.
Ponte com o Estado
Depois de quatro mandatos em Caraguá e uma passagem pela Alesp, Antonio Carlos da Silva conhece os dois lados do balcão: o prefeito que precisa de recursos e o deputado que pode abrir caminhos no Estado. Na Assembleia, priorizou a Saúde — uma ala da Santa Casa de Lorena leva seu nome. Agora, aposta nessa experiência e no
alinhamento com Tarcísio de Freitas para defender que municípios com representação e trânsito no Palácio dos Bandeirantes cheguem mais fortes na disputa por investimentos.
Por Eder Billota




