Vai virar a mesa!!!
Parece que o capital político de Mateus Silva não está tão fragilizado quanto tenta vender a oposição midiática de Caraguá. Uma recente consulta popular — encomendade por um entidade de investimentos — indicou mais moradores satisfeitos com o governo do que contrários à gestão. Se a estratégia era repetir desgaste até transformá-lo em verdade eleitoral, o efeito, por enquanto, parece contrário. Tem gente batendo tanto no prefeito que pode estar ajudando a mantê-lo em evidência.
Urnas e 2028
Um detalhe a considerar; boa parte das candidaturas: outubro não termina em outubro. Para alguns candidatos, deputado é o destino; para outros, uma boa votação poderá virar credencial para o próximo pleito municipal. Por isso haverá candidato comemorando eleição, candidato comemorando votação — e talvez gente descobrindo que tamanho de palanque não se mede pela quantidade de cadeiras.
Estreia de peso
Entre os nomes do PL buscando o primeiro mandato, Dr. Isael Domingues segue na corrida estadual transformando sua conhecida força política em Pinda numa candidatura regional, cuja dobrada principal é com Márcio Alvino. Isael já acumula esperiências em eleição, mas agora, confere nesta temporada de caça aos votos até onde seu nome viaja pelo Vale, Litoral e Capital.
Bombeiros de plantão
Rominho inaugurou uma base do Corpo de Bombeiros em Piquete e, na política, já apareceu quem enxergasse dupla utilidade na novidade. Além de proteger a cidade, dizem que o equipamento chegou em boa hora para o prefeito apagar qualquer princípio de incêndio que a oposição tente acender. Pelo visto, daqui pra frente, fogo no parquinho terá resposta rápida…
O Highlander
Depois da oitava comissão processante protocolada na Câmara de Cachoeira Paulista, Breno Anaya já pode pedir oficialmente o título de Highlander da política local. E o roteiro quase não muda: Agenor Todico aparece novamente no entorno da ofensiva — desta vez, segundo os bastidores, por meio da trinca de assessores de seu gabinete. O prefeito vai sobrevivendo. Já a criatividade para tentar derrubá-lo parece inesgotável.
Mãos emprestadas
E por falar em Agenor Todico, corre em Cachoeira uma conversa ainda mais intrigante: haveria uma “mente oculta” aproveitando o mandato do vereador para movimentar algumas peças no tabuleiro. Seria aquela velha modalidade política de pegar ‘castanha quente com mãos emprestadas’. Resta descobrir quem está assando as castanhas — e quem terminará com os dedos queimados.
Contagem regressíva
Pelos corredores do Legislativo de Cruzeiro, há quem aposte que a bola do ainda presidente da Câmara deverá baixar bastante depois que as urnas falarem. Até lá, segue o jogo de peito estufado. O problema da política é que urna costuma ter uma agulha especialmente eficiente para certas bolas…
Três trincheiras
E não será apenas o comando da Câmara de Cruzeiro que poderá sentir os efeitos das urnas. Nas rodas mais antenadas da política local, a aposta é que o plenário caminhe para três alas: uma alimentada pela vaidade de um parlamentar; outra de olho em espaço na sucessão do prefeito; e uma terceira que estaria sendo empurrada para o isolamento pela falta de confiança do sistema. Se a previsão estiver correta, depois das urnas começa outra eleição — aquela que não aparece na Justiça Eleitoral.
Bola dividida
Em Canas, Gustavo Lucena continua governando no estilo compartilhado: divide a bola com a vice e, dependendo da ocasião, também deixa o secretário da vez entrar na jogada. Pode ser método administrativo ou engenharia política. O importante é ninguém esquecer quem veste a camisa 10…
Zanin fica?
Ainda em Canas, a possibilidade de uma nova eleição para a presidência da Câmara já movimenta apostas. E tem gente colocando boas fichas na permanência de Laerte Zanin no comando. Como eleição de Mesa nunca termina antes do último voto, melhor não gastar o champanhe — nem preparar mudança de gabinete.
Velhos conhecidos
Tem gente chamando a aproximação entre Antônio Carlos e Colucci de encontro da “velha política”. Pode ser outra leitura: dois grupos que atravessaram décadas, eleições e adversidades e continuam competitivos no Litoral Norte. Em política, sobreviver ao tempo também significa acumular experiência, relações e, principalmente, votos.
Currículo pesa – Tribunais de Contas existem justamente para fiscalizar quem administra — e quem governou por vários mandatos naturalmente carrega decisões, apontamentos e questionamentos pelo caminho. Isso não apaga obras, investimentos e transformações entregues por Antônio Carlos em Caraguá e Colucci em Ilhabela. Na urna, o eleitor costuma comparar muito mais que manchetes: compara legado.
Força regional – Talvez a novidade não seja Antônio Carlos e Colucci serem amigos, mas perceberem que o Litoral Norte pode ganhar mais politicamente quando suas principais lideranças somam forças em vez de gastar munição umas contra as outras. Se essa aproximação virar articulação regional, Caraguá e Ilhabela deixam de disputar apenas território e passam a disputar espaço no andar de cima. E aí experiência deixa de ser passado para virar capital político.
Barril de pólvora
Tem gente definindo a Câmara de Lorena como um verdadeiro barril de pólvora. Intrigas, interesses e projetos futuros não faltam para produzir faísca. A diferença é que, por enquanto, o detonador parece muito bem guardado nas mãos da presidente Élida Vieira. E quem controla o botão, geralmente escolhe a hora — ou decide que ninguém aperta.
Radar ligado
Política em Lorena não costuma ser brincadeira para amador, embora a cada temporada apareça algum atrevido disposto a descobrir isso na prática. No Paço, dizem que o observatório da antessala do prefeito acompanha cada movimento: quem chega, quem sai, quem cochicha e, principalmente, quem começa a andar como candidato antes da hora. Ninguém está dizendo que existe radar. Mas passar despercebido por ali parece cada vez mais difícil.
Rosa & espinhos
O mercado político de Guará já teria chegado a uma conclusão sobre a nova Câmara: aumentou de tamanho, mas a essência continua praticamente a mesma. Um terço sabe exatamente o que está fazendo; outro até quer fazer, mas nem sempre consegue; e o restante se divide entre vislumbrados e teleguiados. No meio desse jardim político peculiar, Rosa Filippo vai fazendo o que o nome recomenda: sobrevivendo entre os espinhos — e cuidando para ninguém arrancar-lhe o caule.
Sem passaporte
Em Aparecida, parece que o jogo começou a virar. Zé Louquinho estaria entregando mais do que parte da oposição imaginava e, como política também conhece a lei da gravidade, já tem gente, principalmente na Câmara — vereadores — olhando com carinho para a ponte que leva ao lado do prefeito. O detalhe é que atravessar pode até ser fácil, difícil será conseguir visto para permanecer, principalmente para certo “maluco de pedra”, cujo passaporte parece definitivamente carimbado: entrada não autorizada.
Artilharia pesada
A candidatura de Felipe Augusto (PSDB) a federal entrou definitivamente no radar da artilharia pesada. De um lado, o adversário deputado Maurício Neves (PP) foi à Justiça Eleitoral pedir sua impugnação; do outro, o Ministério Público Eleitoral também apresentou pedido contra o ex-prefeito de São Sebastião, enquanto Felipe ainda tenta reverter judicialmente a decisão da Câmara sobre suas contas. E pelo visto, Felipe não se mostra vencido, antes aposta todas as fichas em sua defesa para conseguir ‘sinal verde’ da Justiça Eleitoral. Politicamente, porém, tanta munição concentrada num único alvo desperta medo de Felipe chegar vivo — e forte — às urnas?
Litoral em ebulição
No eixo Ubatuba-Ilhabela, as eleições de outubro fizeram a política ferver e ainda tiraram da hibernação derrotados e silenciados pelas urnas municipais em pleitos passados. Aguilar Junior preferiu jogar a toalha a encarar a Justiça Eleitoral, sem demonstrar disposição para outra batalha; Sato vive a abstinência do poder e amarra seu barco aos candidatos do PT; Felipe Augusto encara gregos e troianos, justiça e adversários próximos, mirando espaço em Brasília; enquanto a família Bota assiste ao espetáculo da arquibancada, articulando com os deputados parceiros de sempre — testados e aprovados pelas urnas passadas. Já Toninho Colucci fez a leitura mais pragmática: juntou o projeto do filho e vice, João Pedro, à candidatura de Antonio Carlos. Afinal, quando o ex-prefeito de Caraguá entrou disposto no jogo, teve concorrente que parece ter perdido o entusiasmo e desistindo antes mesmo da urna abrir.
Feitiço virou
Quem diria que, em Pinda, a velha e a nova oposição na Câmara acabariam sangrando pelo mesmo modus operandi? Tradicionalmente, CEI é ferramenta de oposicionista para tentar colocar governo contra a parede. No atual plenário, porém, os dois principais adversários do Paço convivem com o instrumento como verdadeiro pesadelo. E quem até pensa em engrossar o coro oposicionista prefere medir cada passo para não acabar entrando também no raio de investigação. Ironia das ironias: a arma que deveria apontar para o governo parece estar fazendo a oposição andar de capacete.
Cobrança na mesa
O vereador Ferri da Rocinha – bairro rural de Guaratinguetá – foi direto ao gabinete do prefeito Júnior Filippo nesta semana com demandas de sua região debaixo do braço. Entre elas, apertou o passo pela conclusão das obras da Rua Guilherme Faria, próximo à Escola Payão, onde os serviços começaram há cerca de 20 dias, mas ainda aguardam continuidade. Com o período de chuvas se aproximando, Ferri quer evitar que obra iniciada vire problema anunciado. Levou a cobrança direto a quem pode resolver e avisou que continuará fiscalizando. Afinal, representar o bairro também é bater à porta do Executivo até a máquina voltar para a rua.
Gerra da cadeira
A possível saída de Pedro Sannini da Câmara de Guará, por determinação judicial, mal esfriou, e a briga pela cadeira já começou a esquentar. Marcos Evangelista aparece como provável substituto, mas Vantuir Faria entrou na rota de colisão sustentando que a vaga deveria cair no seu colo. Agora são dois de olho na mesma cadeira — e, pelo jeito, ninguém pretende arredar o pé. Enquanto cada lado faz sua conta eleitoral, a pergunta corre pelos corredores: quem tem razão e quem está apenas contando voto antes da hora? Com a palavra, a Justiça Eleitoral. E até lá, haja gasolina para esse incêndio…
Piscadinha eleitoral
Junior Filippo tem bons motivos para vestir a camisa da neutralidade nesta eleição: afinal, há emendas de deputados de diferentes grupos previstas para desembarcar em Guará depois das urnas, e prefeito nenhum costuma brigar com quem manda recursos. Como anfitrião, recebe todos, conversa com todos e mantém a liturgia. Só que, na política, neutralidade absoluta é artigo raro — e tem gente jurando ter visto uma piscadinha mais demorada para um dos lados. Quem recebeu o sinal, por enquanto, faz cara de paisagem…
Picanha indigesta
Não convidem para a mesma picanha Maurinho Fradique e Patrick Dantas — que na condição de líderes deveriam jogar afinados, mas parecem disputar até o ponto da carne — principalmente se o churrasqueiro for Beto Pereira. Tem gente apostando que a treta vai esquentar ainda na hora de assar o espeto cobiçado que é a vice-presidência da Câmara de Lorena. Pelo jeito, ainda vai ter muita fumaça — e briga pelo osso.
Por Eder Billota




