O Programa Municipal de Cicloturismo, chamado de Ciclotur Caraguá, já entrou em vigor como lei. A iniciativa tem o objetivo de criar rotas ciclísticas integrando áreas urbanas, turísticas e ambientais. A lei prevê parcerias com o setor privado e a criação de estruturas de apoio aos ciclistas. A Prefeitura de Caraguatatuba terá 180 dias para regulamentar a legislação, definindo as rotas prioritárias, diretrizes técnicas e as estratégias de implementação do programa.
Segundo a determinação da lei, projeto de autoria da vereadora Vilma Teixeira (MDB), o Executivo precisará definir as rotas conectando a orla das praias com os principais pontos turísticos, como o Morro Santo Antônio e o Complexo Turístico do Camaroeiro. Haverá rotas com percursos para o turismo ecológico e de aventura nas áreas próximas à serra do mar. As regiões rurais também serão exploradas para a criação de trilhas; além da construção da rota histórica que conectará os pontos de interesse cultural e arquitetônico da cidade.
A lei, aprovada no início do mês, prevê que as rotas de cicloturismo deverão ter implantação de sinalização turística e indicativa adequada; garantia de segurança viária aos ciclistas; integração com ciclovias e ciclofaixas existentes e instalação de pontos de apoio ao ciclista, incluindo áreas de descanso, bicicletários, bebedouros e pontos de manutenção básica. Atualmente, Caraguatatuba possui aproximadamente quarenta quilômetros de ciclovias cortando as regiões Norte, Centro e Sul.
O engenheiro Flávio Leite, de 59 anos, que mora em Caraguatatuba há quase cinco décadas e é praticante assíduo de esportes, inclusive o ciclismo, acredita que as ciclofaixas possuem ótima extensão e localização, mas que precisam de manutenção e sinalização adequada. “Outro ponto que deve ser aprimorado é a elaboração de leis e regras que definam uso correto, seguro e adequado deste espaço. A ciclofaixa ou ciclovia, como o próprio nome diz, deveria ser uma via reservada às bicicletas, no entanto, não é o que acontece atualmente, pois temos o trânsito de pedestres, skates, patins, maratonistas, corredores e bicicletas motorizadas em alta velocidade. A convivência de todas estas atividades na ciclofaixa, sem regras ou limitações, torna o espaço perigoso a todos os usuários”.
O decreto regulamenta o uso dos meios de transporte, permitindo que as bicicletas elétricas e de mobilidade autopropelido possam circular em ciclovias e ciclofaixas desde que tenham o limite de velocidade de até 20km/h.
A auxiliar de limpeza Damiana Souza, 50, usa a bicicleta como meio de transporte para ir ao trabalho. Moradora do bairro Perequê Mirim, ela destacou que as ciclovias precisam de mais atenção da prefeitura. “A qualidade da ciclovia e da cidade está terrível, buracos por todos os lados, muito ruim mesmo, deixa a desejar. Eu amo pedalar, prefiro andar de bike do que pegar ônibus porque é mais rápido. É maravilhoso andar de bicicleta com essa natureza, mas já presenciei muitos acidentes de pessoas caindo por causa dos buracos, ainda mais com essas bicicletas com motor, tem que tomar cuidado”.
Nayara Francesco
Caraguatatuba





