Já teve início a primeira fase da obra de restauração do Solar Conde Moreira Lima, no Centro de Lorena. O espaço, que abrigava a Casa da Cultura, está em condições precárias pela falta de manutenção e pela ação do tempo.
A empresa Keepee, de São Paulo, é a responsável por essa parte da recuperação do prédio. “Neste momento estamos realizando obras emergenciais, que consistem em estancar patologias como vazamentos no telhado, escoramento de sacadas e fachadas e execução de alvenaria de contenção na área da laje sobre o banco”, explicou o reitor da Unifatea e diretor executivo da Fundação Olga de Sá, Carlos Miglinski. Nessa primeira etapa serão investidos aproximadamente R$ 1,5 milhão, que foram arrecadados pela Fundação Olga de Sá. “Com o início das obras, a captação de recursos tende a crescer significativamente”, explicou o reitor.
As obras emergenciais têm previsão de conclusão de seis meses a um ano. Segundo o secretário de Cultura de Lorena, Isaque Guimarães, caberá a Prefeitura a fiscalização dos trabalhos.
A obra, com custo total previsto de R$ 13 milhões, será paga através de captação de recursos e doações de empresas e pessoas físicas. O projeto foi desenvolvido pela empresa Arquitetura Plena e aprovado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo).
Projeto – Em dezembro de 2022 foi realizada a assinatura do Acordo de Cooperação para Restauração e Ampliação do Solar do Conde de Moreira Lima com a Fundação Olga de Sá. O projeto da Prefeitura para restauração do solar foi aprovado pelo Condephaat em dezembro de 2020. Naquele ano, a obra foi orçada em R$ 8 milhões para recuperação estrutural do prédio.
Construído em 1832, o imóvel, que fica na região central, foi residência oficial do conde Joaquim José Moreira Lima Junior. O prédio chegou a hospedar grandes nomes da nobreza como o Imperador Dom Pedro 2º e a Princesa Isabel. Após o falecimento do conde, em 1926, e a publicação de seu testamento, o espaço foi doado à Santa Casa de Misericórdia de Lorena.
Com o passar dos anos, o solar, que recebeu apenas uma reforma em 1876 e uma ampliação em 1880, teve diversas utilizações como Orfanato Santa Carlota, Ginásio Escolar Arnolfo de Azevedo, Instituto Santa Tereza e o Colégio Sesi.
No início da década de 1970, o prédio passou a ser utilizado pela Prefeitura de Lorena para sediar a secretaria de Cultura. Devido a seu projeto arquitetônico de estilo neocolonial, o imóvel foi tombado como patrimônio histórico pelo Condephaat em 1975.
Notando o avançado estado de deterioração do prédio, a gestão do ex-prefeito Fábio Marcondes (sem partido) iniciou estudos em 2017 para elaborar um projeto de restauração do solar, capaz de atender as exigências do Condephaat.
No final de 2019, a Prefeitura apresentou o projeto de recuperação. O trabalho técnico foi elaborado através de parceria entre o município, Fundação Olga de Sá, Santa Casa e da contratação da empresa Arquitetura Plena.
Andréa Moroni
Lorena





