Dupla vitória
Pra azedar o humor da concorrência, Flávia Pascoal emplacou dois pareceres favoráveis seguidos do TCE-SP (2021 e 2022) e agora desfila com o discurso pronto de responsabilidade fiscal na ponta da língua. Enquanto alguns ainda tentam encontrar falha em lupa, a prefeita vai empilhando aprovação técnica — e capital político. Em Ubatuba, tem gente que não gostou nada dessa dobradinha.
PSD ao molho campanha
Conexão de peso
Sylvinho Ballerini não perdeu a oportunidade: ao lado de Gilberto Kassab, mostrou que Lorena também joga no tabuleiro onde as decisões são costuradas. Mais que registro de agenda, a foto carrega recado — proximidade com quem articula, influência que se constrói e espaço garantido nas conversas que realmente importam. Nos bastidores, ninguém ignora: quando Kassab para pra foto, é porque a conversa já rendeu.
Eixo nacional
Sylvinho Ballerini também entrou na roda com Ronaldo Caiado — e não foi só pose para foto. Em clima de conversa direta, o prefeito de Lorena mostrou trânsito com quem já se movimenta no tabuleiro nacional. Nos bastidores a leitura é simples: quem senta para dialogar com preConexão de peso sidenciável não está só cumprindo agenda… está marcando território.
Lastro eleitoral
Marcus Soliva entra no jogo federal com algo que não se improvisa: voto testado e recall de gestão. No PSD não é só mais um nome na prateleira — é peça com densidade regional e trânsito entre prefeitos. Nos bastidores a aposta é clara: se a engrenagem partidária girar como promete, Soliva não vem para fazer figuração… vem para puxar voto e ajudar a turbinar a conta do partido
Bênção articulada
Em Guará, o prefeito não só sancionou a lei que abre caminho para investimentos no Santuário de Frei Galvão, como soube dar peso político ao ato. Ao trazer Gilberto Kassab — peça-chave nos bastidores nacionais — e ainda colocar Ronaldo Caiado no mesmo cenário, transformou uma sanção administrativa em vitrine de articulação. O ato de oficialização da lei ocorreu no Santuário, logo após a missa. Nos bastidores, a leitura é clara: mais que fé, teve estratégia. E quando devoção encontra padrinho forte, o turismo agradece… e a política também.
Culpa universal
Em Caraguá, virou regra: deu problema, carimba no prefeito.
Emprego caiu? Culpa dele.
Fornecedor na fila? Também.
Turismo oscilou? Evidente.
Até herança mal resolvida agora entra na conta como se tivesse nascido ontem. No roteiro da oposição, Mateus já responde até pelo que encontrou pronto — ou mal resolvido.
Lupa e venda
Tem vereador com lupa de aumento máximo pra transformar tropeço em tragédia — ECAD vira crise institucional, evento barrado vira colapso do turismo.
Já quando o assunto são passivos antigos, contratos inchados e pendências herdadas… entra a venda nos olhos. A indignação parece ter botão de liga/desliga.
Memória seletiva
“Calamidade eterna”, saúde que ainda patina, contratos emergenciais sob questionamento… tudo vira manchete.
Mas quase ninguém lembra de dizer que boa parte dessa conta vem de antes.
Perguntar não ofende: é fiscalização de verdade… ou um certo receio de que, arrumando a casa, Mateus chegue forte o bastante pra completar uma década no comando?
Porque, no fundo, tem gente que não teme o problema — teme quem pode resolver.
TBT seletivo
No Litoral Norte a disputa anda curiosa: de um lado, quem governa no tempo real; do outro, quem governa pelo filtro do TBT. Aguilar Jr. revisita o passado com memória afetiva… e, no meio da nostalgia, sempre sobra um “esbarrão” em Mateus Silva — como se a régua de ontem fosse imune a qualquer revisão de hoje.
Comparativo imaginário
Em São Sebastião, Filipe Augusto resolveu comparar a gestão atual com uma “cidade modelo” que, curiosamente, ninguém encontra no mapa. Tudo perfeito, sem tropeços, sem ruído… um paraíso administrativo que não dialoga com as pilhas de questionamentos, apontamentos e capítulos judiciais que ficaram pelo caminho.
Coerência opcional
O mais curioso é ver ex-gestores, com histórico pesado de decisões judiciais e flertes constantes com a linha da ficha suja, posando de fiscais implacáveis da moral alheia. Perguntar não ofende: é zelo com a cidade… ou tentativa de reescrever a própria biografia antes que o eleitor releia os capítulos menos convenientes?
Sombra no quintal
O saudosismo da ex-prefeita Erica Soler começou a ganhar outro nome nas rodas políticas de Potim: aviso prévio. O tom nostálgico soa cada vez menos como lembrança e mais como recado cifrado — “2028 vem aí”. Mesmo abrigada na equipe do prefeito Zé Louquinho, em Aparecida, Erica não economiza nos sinais direcionados ao seu antigo reduto. E isso, claro, não passa despercebido no entorno do prefeito Emerson Tanaka, que o clima já mistura ciúmes com alerta de invasão: tem gente olhando o movimento como quem vê alguém rondando o próprio quintal.
Cheque turístico
Toninho Colucci foi ao Palácio dos Bandeirantes, apertou mãos, sorriu pra foto e voltou com cerca de R$ 2,5 milhões do Dadetur na bagagem — carimbo de prestígio pra quem sabe onde bater. O discurso veio afinado: Ilhabela como “locomotiva do turismo paulista”, com direito a mais obras, revitalizações e aquele recado clássico de que é só o começo. Nos bastidores, a leitura é simples: enquanto muitos ainda discutem cenário, Colucci vai garantindo o caixa e reforçando a ponte com o Estado. E, convenhamos, em cidade onde turismo é voto, investimento também fala — e alto.
Sombra no comando
Nos bastidores de Cruzeiro, o PL anda com mais cochicho do que discurso. Partido com maior capital eleitoral da cidade, mas dividido entre dois polos — Kleber Silveira e Paulo Vieira — começa a dar sinais
Fila andando
Paulo Vieira articula novos nomes mirando 2028 em Cruzeiro — Iago e Alessander Moraes entram no radar — enquanto, do outro lado, vereadores como Eunice, Avelar e Bibi acompanham o movimento com inquietação visível, ainda mais com o colega de Câmara, Leprechal, flertando com o partido. No PL, todo mundo sabe: quando a fila começa a andar, não costuma esperar ninguém.
Estratégicas
E Cruzeiro abre a temporada de pré-candidaturas. Já começou — e com direito a reviravolta no roteiro. Enquanto alguns ensaiam beliscar votos de Thales Gabriel na estadual, Juarez Juvêncio resolveu mudar de pista: vai de federal. Evita o confronto direto e, de quebra, ainda acena com apoio ao ex-rival. Nos bastidores, a leitura vem com aquele ditado adaptado: quem não ajuda… melhor não atrapalhar — e, se possível, ainda soma. Em política, rivalidade também tira férias… principalmente quando o cálculo eleitoral manda mais que o histórico.
Olho no cofre
Do outro lado do tabuleiro, Fafá resolveu entrar na disputa estadual — e, ao que tudo indica, já com alvo definido: cruzar o caminho de Thales Gabriel. Mas como política raramente é linha reta, nos bastidores o “diz que me disse” corre solto. Tem gente jurando que, mais do que voto, o radar pode estar bem calibrado no fundo eleitoral do PDT. Porque, convenhamos, em época de campanha, tem candidato que não quer só atrapalhar o adversário… quer garantir combustível pra própria jornada. E, nesse jogo, quem não soma voto, pelo menos tenta garantir caixa.
Voz da base
Em Pinda, Carlos de Moura, o Magrão, vai ocupando espaço como liderança de campo — daquelas que não aparecem só em sessão, mas no corpo a corpo com a cidade. Com trânsito entre bairros e leitura rápida do humor popular, o vereador se consolida como peça útil no tabuleiro local. Nos bastidores, já tem gente tratando Magrão menos como coadjuvante e mais como ativo político em ascensão
Cardápio eleitoral
Com Kassab e Caiado ainda no “palco”, Junior Filippo esticou a agenda e mostrou que articulação boa não termina no discurso — continua no reservado. Em um almoço para poucos, mas com densidade política de sobra, o prefeito de Guará conseguiu algo que muitos tentam e poucos entregam: reunir o maior calibre eleitoral da região em torno de um mesmo eixo. Entre pré-candidatos à Assembleia e à Câmara Federal, o recado foi além do tradicional pedido de voto. A conversa girou em torno de construção de consciência política, alinhamento de projeto e, principalmente, da ideia de que renovação não nasce em palanque, mas na costura fina das articulações. Caiado, em modo pré-campanha, encontrou terreno fértil. Kassab, como sempre, observando, medindo e, sobretudo, validando o ambiente. O detalhe que mais chamou atenção nos bastidores foi o peso da tropa do PSD presente — prefeitos que hoje entregam gestão e voto. Não era só um encontro, era uma demonstração prática de força partidária organizada. E no centro de tudo, Junior Filippo. Ao conseguir juntar peças tão distintas e relevantes na mesma mesa, o prefeito não apenas valorizou o evento — consolidou Guará como ponto de convergência política no Vale. Tem gesto que é agenda… e tem gesto que vira recado. Esse foi dos que ecoam.





