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Polícia investiga morte de criança após liberação médica em Aparecida e Guará

Polícia investiga morte de criança após liberação médica em Aparecida e Guará

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A Polícia Civil de Guaratinguetá está investigando a morte do menino Pedro Henrique, de 3 anos. A família, que é da região do Engenho D´Água, na zona rural, levou a criança ao Pronto Socorro de Aparecida e a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Guaratinguetá, que liberaram o paciente, que teve piora e acabou falecendo.

De acordo com o boletim de ocorrência, registrado no último sábado (21), o pai procurou a unidade policial para relatar o falecimento do filho. Segundo o registro, a criança vinha apresentando mal-estar há cerca de quatro dias. No último dia 18, foi levada para o Pronto Socorro de Aparecida, onde recebeu atendimento médico, foi medicada e liberada para retornar para casa.

No dia seguinte, o menino foi encaminhado à UPA de Guaratinguetá, onde permaneceu em observação, recebeu soro e apresentou melhora momentânea, sendo liberado por volta das 23h. Mas após o retorno para casa, o estado de saúde do menino voltou a piorar.

Na manhã seguinte, o quadro se agravou significativamente, levando a família a socorrê-lo novamente às pressas. Apesar dos esforços da equipe médica, a criança não resistiu.

Ainda conforme o boletim, não havia histórico de problemas de saúde anteriores. Durante os atendimentos, foi levantada a hipótese de uma possível infecção alimentar.

O documento aponta ainda que a criança deu entrada na unidade já sem sinais vitais, apresentando parada cardiorrespiratória, além de sintomas como secreção nasal, espuma na boca e sinais de cianose (coloração azulada da pele).

Diante das circunstâncias e da descrição clínica, o caso foi classificado como morte suspeita. Foi solicitada a realização de exames no IML (Instituto Médico Legal), incluindo necropsia e análise toxicológica para esclarecer as causas da morte.

Ana Carolina Oliveira de Jesus, mãe do Pedro Henrique, procurou a Defensoria Pública para pedir informações sobre como dar entrada em um processo contra os dois hospitais, alegando que houve negligência nos atendimentos. “No momento, eles pediram para esperar 15 dias porque vão entrar em contato com os hospitais para obter todos os laudos e exames que foram feitos”.

Ela frisou que o único exame feito no filho foi o de sangue. “Eu sei que se eles (equipes de atendimento) tivessem feito um raio x ou um ultrassom, ele (Pedro) ainda estaria vivo. Mas, infelizmente, não foi dessa forma e eu estou buscando justiça para o meu menino”.

UPA – Em nota, a secretaria de Saúde de Guaratinguetá informou que, ao tomar conhecimento do falecimento da criança, determinou a apuração imediata dos fatos, abrindo processo administrativo interno com o objetivo de apurar possíveis responsabilidades por parte dos profissionais envolvidos no atendimento.  

Segundo a secretaria, o Instituto Pio 12, gestor dos trabalhos na UPA, já iniciou a análise do atendimento prestado, adotando todas as providências necessárias para a correta apuração e eventual adoção das medidas cabíveis.

O Serviço Municipal de Auditoria está realizando a avaliação do prontuário médico. O objetivo é garantir transparência e rigor técnico no processo de apuração dos fatos. “A secretaria de Saúde está prestando toda a assistência necessária à família da criança neste momento de perda irreparável”.

Procurada pela reportagem do Jornal Atos, a Santa Casa de Aparecida informou que, no momento, não fará declaração sobre o caso.

Andréa Moroni
Guaratinguetá

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