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Capital da Revolução de 1932, Cruzeiro inaugura memorial do conflito constitucionalista

Com mais de trezentas peças históricas, acervo está disponível em local onde foi assinado o armistício da guerra; medida visa fortalecer o turismo

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Cruzeiro inaugura neste sábado (21) o Memorial da Revolução Constitucionalista de 1932. Com mais de trezentos itens históricos que retratam o conflito armado, o espaço que receberá o memorial é o prédio Dr. Arnolfo de Azevedo, antiga escola e local onde foi assinado o armistício da disputa entre paulistas e mineiros, também conhecido como “Tratado de Paz”.

Uma das novidades do acervo são os documentos e correspondências enviadas pelos soldados aos seus familiares em meio ao conflito. Cartas que retratam os costumes da época e a sensação de quem viveu o período de perto, prometendo uma imersão ao público que for prestigiar os registros. Além disso, a coleção inclui peças de artilharia e cavalaria, que foram utensílios aplicados pelos combatentes. 

“Sem dúvida é um dos acervos mais ricos do Vale do Paraíba sobre a Revolução de 1932 na cidade de Cruzeiro que conta a história desses heróis muitas vezes esquecidos e não reconhecidos pelo nosso país”, destacou o pesquisador José Maria de Azevedo Paiva.

Cruzeiro já conta outra leva de acervos sobre a Revolução de 32, no Museu Major Novaes, em exposição inaugurada em junho de 2024. Agora, com o Memorial, a expectativa é de ampliar o acesso para o turismo e pesquisa, com foco em historiadores, estudantes e curiosos, além da possibilidade de maior movimentação do comércio local, principalmente na região central.

Capital da Revolução – A cidade é apontada como a mais importante e estratégica durante a Revolução Constitucionalista de 1932, devido à localização, entre a capital São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Os materiais do novo memorial também destacam a participação de civis na revolução, entre homens, mulheres, crianças e idosos. Pessoas que tiveram papel na participação paulista no conflito. São Paulo lutava pela convocação de uma assembleia constituinte, no intuito de trazer o rito democrático ao Brasil. Apesar da derrota das tropas de São Paulo, com o fim da disputa sangrenta, a conferência foi feita em 1933, resultando na criação da Constituição de 1934.

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