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Sabesp entra na mira de CPI aprovada na Câmara de Caraguá

Vereadores apuram denúncias de contas com aumentos de até 400%, além de queixas sobre abastecimento e problemas em obras de esgoto

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Diante de reclamações de moradores sobre aumento nas contas de água, falta de abastecimento em bairros e transtornos causados por obras de esgotamento sanitário, a Câmara de Caraguatatuba decidiu investigar a atuação da Sabesp. Em sessão ordinária realizada na terça-feira (3), os vereadores aprovaram a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar possíveis irregularidades nos serviços prestados.

O requerimento aprovado aponta uma série de reclamações relacionadas ao serviço prestado pela concessionária. Entre os pontos que serão investigados estão aumentos expressivos nas faturas de água, que em alguns casos teriam chegado a 200%, 300% ou até 400%, principalmente após a substituição de hidrômetros, além de possíveis falhas na aferição, instalação e metodologia de medição dos equipamentos.

O documento também menciona queixas de moradores sobre demora ou ineficiência no atendimento, cortes no fornecimento de água em razão de cobranças contestadas e possíveis problemas na execução de obras de esgotamento sanitário. Segundo o requerimento, também será analisado eventual descumprimento do contrato de concessão e da legislação aplicável.

Durante a sessão, a vereadora Cássia Gonçalves de Jesus, a Cássia do PT, autora do requerimento e presidente da Comissão, mencionou situações relatadas por moradores de diferentes regiões da cidade. “Como é de conhecimento de toda a população de Caraguatatuba, especialmente aquelas que vêm sofrendo diretamente ali no (bairro) Pegorelli, vêm acompanhando os transtornos das ruas que eles vêm abrindo e deixando com essa obra malfeita, sem responsabilidade, sem compromisso”, criticou.

Além de Cássia, que presidiará os trabalhos, a Comissão será composta pela vereadora Gislaine de Oliveira, a Dra. Lalá (PSD), que atuará como relatora. O grupo terá como membros os parlamentares Vera Morais (Solidariedade), Marcelo Pereira (Agir) e Maurílio Moreira (Agir). A CPI terá prazo inicial de noventa dias para a conclusão dos trabalhos, podendo ser prorrogada conforme previsto no Regimento Interno da Câmara.

Procurada pela reportagem, a Sabesp informou, por meio de nota, que recebeu a decisão da Câmara de Caraguatatuba “com respeito e tranquilidade”. A companhia frisou que está à disposição para colaborar com os trabalhos da Comissão, fornecendo as informações técnicas e operacionais necessárias para o esclarecimento dos fatos. “A Sabesp também reforça que segue realizando investimentos contínuos em Caraguatatuba para ampliar a eficiência dos sistemas de abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto, com foco na melhoria da qualidade dos serviços prestados à população. A companhia permanece à disposição do poder público e da sociedade para prestar todos os esclarecimentos”.

Por Raphaela Dias
Caraguatatuba

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