O Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Aparecida assinou dois contratos com o Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos), no valor total de R$ 1 milhão. O dinheiro será usado para o projeto da rede de esgoto, no bairro Santa Edwiges, e a implantação da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) do município.
Segundo o Fehidro, o contrato, no valor de R$ 597.867,48, tem como objetivo financiar projeto de adequação das unidades operacionais existentes no sistema de esgoto de Aparecida, sendo nove Estações Elevatórias e uma ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), garantindo conformidade técnica, sustentabilidade e otimização operacional. O empreendimento tem previsão de execução de nove meses, a partir da liberação da primeira parcela.
Já o segundo contrato, no valor de R$ 395.165,57, será para a elaboração do projeto de um sistema público de esgoto sanitário, no bairro Santa Edwiges, que atualmente não possui a coleta e tratamento adequado de esgoto. O sistema contempla redes coletoras, com uma EEE (Estação Elevatória de Esgoto) dimensionada para atender toda população do entorno. O empreendimento tem previsão de execução de 12 meses.
Segundo a presidente do Saae, Jeffercy de Souza Nunes Chad, o esgoto no Santa Edwiges é um passo importante para o saneamento na região. “É um bairro com grande população, que precisa desse benefício”.
ETE – O complexo foi construído em 2013, após Aparecida ser contemplada pelo programa “Água Limpa” do governo estadual e ganhou uma estação que atingiria 100% do tratamento. À época, a obra teve um valor estipulado pelo Estado em R$ 22,3 milhões na implantação do complexo.
Para terminar a obra, a Câmara chegou a aprovar um projeto que autorizava a Prefeitura a buscar crédito junto a Agência de Fomento do Estado (Desenvolve São Paulo), no valor de R$ 5 milhões. A matéria contemplava também a abertura de um crédito adicional suplementar no orçamento do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) em R$ 3 milhões.
O Estado não aceitou o texto original da matéria, apontando falhas e reenviando um modelo para a nova elaboração. A “queda de braço” vencida pelo Estado começou no segundo semestre do 2017, quando foi anunciado que não seriam mais aplicados recursos estaduais nas obras das ETEs.
Andréa Moroni
Aparecida





