Homenageado por uma adversária e campeão com sua escola. O Carnaval de 2026 já é inesquecível para Ademir Peralta, um dos principais nomes da história carnavalesca de Lorena. Sua Unidos de Nova Lorena conquistou o título ao cantar o “Cabra da Peste” na avenida e chegar a 18ª conquista, após um ano de reconstrução.
O título foi confirmado após apuração realizada no plenário da Câmara de Lorena. Não foram poucos os recursos apresentados pelas agremiações, mas foram na avaliação de falta de componentes e de baianas que fez a Império do Vinagre perder 2,5 pontos. A penalidade contrastou com o desfile que a escola do bairro Santo Antônio levou à Avenida do Samba, montada na praça Arnolfo de Azevedo. A Império foi a primeira a desfilar no Lorena Folia, com um enredo que exaltava aquele que seria o campeão menos de 48 horas depois: “Ademir Peralta: a Estrela Maior do Carnaval” foi a homenagem feita ao carnavalesco e presidente de honra da Nova Lorena.
Sempre apontada como favorita, a Estrela D’Alva foi a segunda a desfilar, levando à avenida “Legados das Realezas Africanas no Brasil” destacando a memória e ancestralidade dos povos africanos.
Mesmo ficando sem o título, a escola do Olaria conquistou o estandarte de ouro nos quesitos bateria, enredo, fantasia e alegoria e adereços.
Em seguida, a campeã, Unidos de Nova Lorena. A agremiação de Peralta abordou “Qual o destino do Cabra da Peste”, trazendo cores e o brilho nordestino para o desfile.
A campeã ficou com o estandarte em mestre sala e porta-bandeira, comissão de frente, evolução, harmonia, samba enredo e conjunto.
Para fechar o desfile, Os Acadêmicos do São Roque trouxe o enredo “Um Sonho de Criança no Mundo da Magia em Vermelho e Branco”.
Na apuração, a pontuação final trouxe a alegria da comissão carnavalesca. “É um privilégio, porque a Nova Lorena, no ano passado teve seus desgastes e ficamos muito tristes. Por isso constituímos uma diretoria nova. Hoje, nos reconstruímos, fizemos uma Nova Lorena diferente e, graças a Deus isso fez com que trouxéssemos o título para a comunidade. Foi um desafio de reconstrução. Foi tudo muito novo e tínhamos pessoas que nos ajudaram, uma comunidade inteira”, exaltou o presidente da Unidos, Bruno Euzébio, que destacou o diferencial para a conquista. “Foi nossa bateria, nossa garra de colocar ‘nosso Lampião’ na avenida”.





