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Política a conta-gotas

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Tempo de leitura: 5 min

A fila anda

Enquanto as conversas públicas em Guaratinguetá giram em torno da eleição de deputado deste ano, nos bastidores do governo municipal o assunto já é outro – e mais sensível: quem será o próximo vice de Junior Filippo em 2028.

Não é novidade que o prefeito tem o hábito de trocar o companheiro de chapa a cada reeleição. No primeiro mandato foi Dr. Calé, no segundo Miguel Sampaio, no terceiro Bruno Santos. Para o quarto, a fila deve andar novamente. E tem aliado contando vantagem cedo demais e outro descobrindo, com dor de barriga, que cadeira de vice é empréstimo – e com prazo limitado.


Fogo velho, fumaça nova

A taxa do lixo e o IPTU em Pinda têm rendido muito mais espuma na boca da oposição do que reclamação na porta das casas. O assunto já foi digerido na Câmara, quando a base governista alinhou os reajustes à realidade do crescimento da cidade – com diferenciação social entre bairros e sem a gritaria apocalíptica anunciada.

Derrotado no plenário, o elenco dos contrários – Vela, o casal Gofi, Norbertinho e Nicoletti – resolveu apelar para o velho script: convocar torcida, inflar redes sociais e transformar praça pública em palco de protesto. Tudo isso a exatos 980 dias da eleição, como se barulho antecipado tivesse poder de desfazer tributo já incorporado à vida real.

No fim, parece menos defesa do bolso do contribuinte e mais treino de aquecimento eleitoral… com fogo velho e gasolina reciclada.


Passaporte carimbado

Enquanto o prefeito Ricardo Piorino desembarcava na China para falar de Smart City, tecnologia e futuro, por aqui o passado tentou puxar o freio de mão. Para deixar o país sem precisar entregar a chave do cofre ao vice Rafael Goffi, a base governista correu e aprovou a mudança na Lei Orgânica – modernização institucional em velocidade 5G.

Goffi até tentou ligar para o Judiciário, mas a chamada caiu: judicializou, perdeu e ficou só com o fuso horário errado. No fim, Piorino foi pra China, a Prefeitura ficou onde estava e a oposição… sem sinal.


Caso de polícia

Em Cachoeira Paulista, a política entrou no modo espionagem. Após sugestão – sem prova – do secretário de Governo, Renato Bueno, sobre suposto rastreamento ilegal de veículo, os vereadores Michel do Xandão e Léo Fênix foram parar na delegacia.

O carro foi vistoriado, nada encontrado e o mistério ficou só no roteiro. Em meio a problemas reais, chama atenção o responsável por “harmonizar” poderes investir em paranoia digna de filme B. Falta governo, sobra imaginação.


Conta que fecha

Em Aparecida, o vereador Gu Castro resolveu prestar contas – e a planilha sorriu. Entre demandas do bairro e articulação de emendas, foram cerca de R$ 1,3 milhão carreados aos cofres municipais em parceria com a deputada Maria Lúcia Amary.

Traduzindo em miúdos: ao longo da Legislatura, Gu é um dos poucos que custou menos do que entregou. O filho da dona Cida Castro restituiu aos cofres públicos muito mais do que recebeu em subsídios e fechou o ano com balanço no azul.


Crítica sem cheque

Enquanto Gu leva recurso, tem colega que leva só discurso. Criticam, fazem barulho e, quando chega a hora do voto, ainda travam o prefeito. Resultado? Muito palanque, pouco recurso e zero saldo positivo pra cidade.


Prefeito imaginário

O ex-prefeito Luiz Carlos de Siqueira – o Piriquito, que terminou o mandato em Aparecida cassado – resolveu acordar achando que ainda governa. Em postagem nas redes, apareceu “dialogando” com o vice-presidente Geraldo Alckmin e cobrando soluções para a mobilidade da cidade, como se a caneta ainda estivesse na gaveta.

Fica a dúvida que ecoa nos bastidores: alguém já avisou que ele não é mais prefeito?


Cidade que puxa a fila

Maior município do Litoral Norte, Caraguatatuba lidera a região em população, frota urbana e dinamismo econômico. Com quase 135 mil habitantes, PIB per capita acima de R$ 43 mil e indicadores sociais acima da média, a cidade consolida seu papel de polo regional.

O diferencial, porém, está no rumo adotado: sob a gestão de Mateus Silva, Caraguá passou a mirar a atração de investimentos estrangeiros com projetos que vão da modernização do tratamento de lixo e resíduos à industrialização de última geração, conectada à pauta ambiental. Crescimento planejado, sustentável e com visão de futuro.


Vantagem comparativa

Quando uma cidade passa a falar em investimento estrangeiro, indústria limpa e economia verde, o jogo eleitoral sobe de nível. Em Caraguatatuba, a experiência e o histórico de Antonio Carlos da Silva – quatro vezes prefeito, ex-deputado e novamente no radar eleitoral – ajudam a explicar por que o debate começa antes mesmo da largada.

Projeto estruturado não se improvisa, e quem já governou sabe: discurso raso pesa pouco quando o eleitor enxerga rumo.


Termômetro ligado

O número de mais de 17 mil inscritos no concurso da Câmara de Caraguatatuba acendeu o radar político. Nos bastidores, a leitura é que a Casa voltou a ter peso – não apenas pelos salários atrativos, mas pelo ambiente institucional que hoje transmite estabilidade e comando.

Quando o Legislativo deixa de ser coadjuvante, a disputa cresce. E esse tipo de movimento costuma revelar mais do que interesse por cargo: mostra onde está a força e quem dita o ritmo do jogo eleitoral.


Apito final (por enquanto)

Se política fosse futebol, a vereadora Rita Marton já estaria vencendo a Comissão Processante da Câmara de Lorena por 2 a 0, fora o baile. A falta que originou o jogo – a denúncia ao Ministério Público, em que ela cravou que ninguém quis investigar a Santa Casa porque estaria “comprado” – virou contra-ataque rápido.

Na última quarta-feira, a Justiça deu liminar, anulou o ímpeto da CPI e mandou o juizão segurar o apito. Detalhe indigesto para a arquibancada: não é a primeira vez que o Judiciário entra em campo para salvar o “pescoço” da vereadora.

Nos bastidores, o placar incomoda. Quem pediu o VAR agora reclama do resultado… e o jogo segue quente, com acréscimos imprevisíveis. As apostas é que não passam 20 dias até ela arrumar outro fight.


Casa cheia

Não é miragem nem efeito de agenda: quando Sylvio Ballerini está no Paço, os corredores da Prefeitura parecem dia de pagamento – gente entrando, saindo, esperando, resolvendo. Quando o prefeito não está, o cenário muda rápido: silêncio, portas fechadas e clima de repartição em feriado prolongado.

Nos bastidores, ninguém trata como coincidência. A explicação é simples (e indigesta para adversários): Ballerini atende, decide e resolve. O efeito colateral? Oposição e fogo amigo fervendo de inveja, porque enquanto uns fazem discurso, outros fazem fila para falar com quem manda e entrega.


Fogo no parquinho

Lorena nunca viu nada parecido. Se antes candidatura feminina era exceção – mesmo com o histórico triunfo de Lu Fradique, em 1992 –, agora o jogo virou. Para 2028, quatro mulheres já circulam com força nos bastidores: Marietta Bartelega, Élida Vieira, Wanessa Andréa e Rita Marton.

A numerologia da especulação é indigesta para muito figurão. Se o talento feminino realmente entrou em alta, a próxima prefeita pode sair exatamente desse quarteto. Nos corredores, o barulho não é de salto… é de marmanjo recalculando rota enquanto o parquinho pega fogo.


Rumo definido

Enquanto o debate político gira em círculos, Cruzeiro avança no que interessa. O prefeito Kleber Silveira esteve em São Paulo, com sua equipe, destravando os passos para a implantação do novo Distrito Industrial.

A área, com mais de 300 mil metros quadrados, pode receber até 30 empresas e gerar centenas de empregos. Nos bastidores, a leitura é clara: desenvolvimento não nasce de discurso, mas de articulação – e o comando do processo segue nas mãos de Kleber.


Quando os peixes…

…pulam no barco. Em Cruzeiro, Thales Gabriel segue com vento firme e rota definida. Já não precisa lançar a rede: os peixes estão pulando sozinhos no barco.

Traduzindo do idioma político, os apoios chegam sem convite formal e as alianças avançam até as pontas do mapa paulista. Se mantiver esse ritmo, a viagem deixa de ser passeio – e começa a parecer travessia rumo à Assembleia.

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