Apesar da chuva e do frio na manhã do último e sábado (24), moradores de Pindamonhangaba se reuniram na praça Monsenhor Marcondes, no Centro da cidade, para protestar contra o aumento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e a criação da Taxa do Lixo. O ato, convocado por meio das redes sociais, contou também com a participação de lideranças políticas como membros da oposição e o vice-prefeito, Rafael Goffi (Republicanos).
Com o público concentrado na praça, os manifestantes entoaram palavras de ordem pedindo a revogação da taxa e a revisão do reajuste do imposto. Além de Gofdi, participaram os vereadores Norbertinho (PP), Rogério Ramos (Podemos) e Ana Paula Goffi (União), além dos ex-vereadores Herivelto Vela e Julinho Car.
Moradora do bairro Cidade Jardim, Silvana Freitas afirmou que a nova cobrança tem pesado no orçamento familiar. “Meu IPTU era de ‘trezentos e poucos reais’ e agora passou para mais de quinhentos. Acho um absurdo, porque tudo já está caro”, criticou.
Já o pedreiro Domingos de Oliveira Ramos, morador do bairro Vista Alegre há mais de 35 anos, disse esperar que a mobilização traga resultados junto ao poder público. “A gente luta tanto para fazer uma casa, trabalha no sábado, domingo e feriado. Espero que hoje dê resultado, porque, se não der, a gente vai ter que fazer mais manifestações, fazer o que for preciso”, afirmou.
Durante o ato, moradores e lideranças políticas se revezaram nos discursos, reforçando a necessidade de diálogo com a população. Além dos cartazes e manifestações verbais, foram coletadas assinaturas em mais de quatro pontos da praça para um abaixo-assinado. A mobilização foi encerrada com uma caminhada pelas ruas centrais até a Praça do Quartel, também na região central.
Antes da manifestação, o prefeito Ricardo Piorino (PL), que estava em viagem internacional, fez um pronunciamento por meio das sociais afirmando que fez contato com vereadores da base do governo municipal para “estudarmos possíveis distorções sobre a Taxa de Resíduos Sólidos (Taxa do Lixo), principalmente sobre terrenos não edificados”.
Até a manhã desta segunda-feira (26), organizadores do protesto revelaram ter reunido duas mil assinaturas no abaixo-assinado.





